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África do Sul/Mandela

Nelson Mandela respira com a ajuda de aparelhos

Os sul-africanos prestam homenagem à Nelson Mandela com bilhetes, flores e orações em um muro que cerca o hospital de Pretória.
Os sul-africanos prestam homenagem à Nelson Mandela com bilhetes, flores e orações em um muro que cerca o hospital de Pretória. EUTERS/Dylan Martinez

O líder da luta anti-apartheid foi colocado em respiração artificial ontem à noite. O presidente sul-africano Jacob Zuma cancelou uma viagem que faria hoje a Moçambique. Ele fica no país para acompanhar as últimas horas de vida de Nelson Mandela.  Barack Obama deve chegar neste fim de semana ao país.

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Os membros mais velhos do clã real dos Thembus, ancestrais de Mandela originários da província do Cabo, visitaram o ex-presidente nesta quarta-feira, a convite da família. Segundo a imprensa local, parentes de Mandela divergem sobre o local onde ele será enterrado.

Antes de adoecer, Mandela disse que desejava ser enterrado em Qunu, o vilarejo onde passou sua infância, mas três filhos do herói antiapatheid estão enterrados na cidade natal de Mandela, a 30 km de Quru. A família está discutindo se vai reunir todos os restos mortais no mesmo local.

Em frente ao hospital onde está internado em Pretória, a peregrinação continua. Durante toda a noite, anônimos acenderam velas, que simbolizam a gratidão e a afeição do povo sul-africano pelo ex-presidente e herói da luta anti-Apartheid. Sua mulher, Graça Machel, tem estado a seu lado dia e noite.

É nesse clima de incerteza que Barack Obama inicia hoje sua agenda oficial na região. O presidente americano desembarcou com a família ontem à noite em Dacar, capital do Senegal, e amanhã vai para a África do Sul.

Hoje Obama se reúne com o presidente senegalês, faz um discurso na Corte Suprema e ainda visita o Museu Casa dos Escravos, na ilha de Goree, onde vai se encontrar com líderes da sociedade civil. Ele também deve visitar a ceka onde Mandela esteve preso, na ilha de Robben Island. Agora de manhã, o presidente Jacob Zuma disse que não sabia se haveria mudanças na agenda de Obama por causa da deterioração do estado de saúde de Mandela.

 

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