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África do Sul/Obama

Obama expressa sua 'humildade' após visitar cela de Mandela

Ahmed Kathrada (esq.), ex-companheiro de prisão de Nelson Mandela, faz visita guiada com a família Obama ao presídio de Robben Island.
Ahmed Kathrada (esq.), ex-companheiro de prisão de Nelson Mandela, faz visita guiada com a família Obama ao presídio de Robben Island. REUTERS/Gary Cameron

Em seu último dia de visita oficial à África do Sul, o presidente americano, Barack Obama, e a família visitam a Cidade do Cabo e a ilha de Robben Island, onde Nelson Mandela ficou preso durante 18 anos. No discurso de encerramento, logo mais, na Universidade do Cabo, Obama deve confirmar que os Estados Unidos vão investir US$ 7 bilhões para melhorar a distribuição de energia elétrica na África. O governo americano também anunciou hoje que deseja sediar, no ano que vem, uma reunião de cúpula de líderes da África Subsaariana.

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O líder democrata, a primeira-dama Michelle e as filhas Malia e Sasha, chegaram à Cidade do Cabo pela manhã e no início da tarde foram de helicóptero para a ilha-prisão de Robben Island, onde o líder da luta antiapartheid, atualmente hospitalizado em estado crítico, ficou preso por 18 anos.

Após visitar o presídio e se recolher por alguns instantes sozinho diante da cela de Mandela, Obama escreveu no livro de visitas do presídio a seguinte mensagem: "Em nome da minha família, quero expressar um sentimento de profunda humildade por estar num local onde pessoas de tamanha coragem não se intimidaram diante da injustiça e se recusaram a ceder."

A visita de Obama à cela de Mandela, hoje transformada em museu, provoca emoção entre os sul-africanos pelo frágil estado de saúde do ex-presidente. Mandela, que fará 95 anos no dia 18 de julho, e segue hospitalizado com uma grave infecção pulmonar.

Assim como Obama nos Estados Unidos, Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul. Mas antes de entrar para os livros de história como o líder que derrotou de maneira pacífica o regime racista do apartheid, Mandela esteve preso por dois períodos em Robben Island. Uma primeira vez, em 1963, durante seis semanas, e depois, de julho de 1964 a março de 1982. Em seguida, Mandela foi transferido para outras prisões perto da Cidade do Cabo. Em fevereiro de 1990, ele foi libertado depois de passar 27 anos nas prisões do regime segregacionista.

"Estou feliz que você esteja visitando minha antiga casa, Robben Island", disse na noite de sábado o presidente sul-africano, Jacob Zuma, que também passou 10 anos na ilha-presídio. Zuma apreciou que Obama faça a visita acompanhado da família. "Suas filhas devem saber o que passaram Madiba [nome de clã de Mandela] e todos os militantes da liberdade", acrescentou Zuma.

Durante a visita à ilha, a família Obama foi guiada por Ahmed Kathrada, de 84 anos, ex-companheiro de presídio de Mandela, condenado à prisão perpétua em 1964.

Depois de visitar Robben Island, Obama ainda se reúne com o ex-arcebispo anglicano e prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu, de 81 anos, no centro que ele fundou para ajudar os jovens com HIV. No final do dia, Obama faz um discurso na Universidade do Cabo, onde deve anunciar a ajuda financeira à África.

Mais cedo, na Cidade do Cabo, o vice-conselheiro de Segurança da Casa Branca, Ben Rhodes, anunciou o projeto de encontro com líderes africanos, no ano que vem, nos Estados Unidos. "Isso é algo que nunca fizemos antes, mas que outras nações já fizeram", comentou o assessor. Há cerca de um mês, o presidente francês, François Hollande, anunciou em visita à capital etíope Addis Abeba que havia convidado líderes africanos para uma cúpula sobre segurança no final do ano.

Os Estados Unidos querem reforçar a sua presença na África, um continente onde as economias emergentes, lideradas pela China, estão ganhando força. Antes da atual turnê no Senegal, na África do Sul e Tanzânia, Obama só havia visitado um país africano, Gana, em 2009.

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