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EUA/Israel/Palestina

Jantar em Washington relança negociações israelo-palestinas

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, durante jantar com os negociadores israelense, Tzipi Livni, e palestino, Saeb Erekat.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, durante jantar com os negociadores israelense, Tzipi Livni, e palestino, Saeb Erekat. REUTERS/Yuri Gripas

Depois de uma campanha intensa, mas discreta dos Estados Unidos, experientes autoridades israelenses e palestinas voltaram a se sentar na mesma mesa para retomar as negociações de paz interrompidas há três anos. Um jantar em Washington na noite de segunda-feira, 29 de julho de 2013, marcou a retomada das discussões que continuam hoje. Os negociadores mostram um otimismo moderado e reconhecem as dificuldades que estão por vir.

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Com a colaboração de Raquel Krähenbühl, correspondente da RFI em Washington

A Ministra da Justiça de Israel, Tzipi Livni, e Yitzhak Molcho, o enviado especial do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, se sentaram ao lado do negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, e de Mohammed Shtayyeh, o conselheiro do presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas. A frente deles estavam oficiais americanos sob o comando do secretário de Estado, John Kerry, que desde que tomou posse em fevereiro fez seis viagens à região para pressionar o processo de paz.

Nesse primeiro contato, durante um jantar de negócios no Departamento de Estado em Washington, eles começaram a discutir questões processuais, como localizações, datas e formato dos próximos encontros que devem durar pelo menos nove meses. No encontro dessa terça-feira, a pauta deve ser a mesma, com o lançamento oficial das negociações.

O objetivo é estabelecer um Estado Palestino ao lado de Israel. As questões mais polêmicas do conflito – como a delimitação das fronteiras, o status de Jerusalém, os assentamentos israelenses, o futuro dos refugiados palestinos e a segurança - não devem ser abordadas nessa primeira rodada de discussões.

Otimismo moderado

Os líderes que participam dos encontros expressaram um otimismo cauteloso, lembrando das dificuldades. Kerry pediu que ambos os lados lutem por "compromissos razoáveis sobre questões difíceis, complicadas, emocionais e simbólicas".

O ex-embaixador dos Estados Unidos em Israel, Martin Indyk, nomeado nessa segunda-feira pelo governo americano para mediar as negociações, admitiu que sua missão será “assustadora”, mas que um acordo pode ser alcançado.

A ministra da Justiça israelense reconheceu que há muito cinismo, ceticismo e pessimismo, mas também há esperança. Para o presidente Barack Obama, que visitou a região em março, as maiores dificuldades ainda estão por vir, mas o momento é "promissor".
 

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