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Israel/Cisjordânia

Israel anuncia construção de novos assentamentos na Cisjordânia

Operários israelenses controem casas em zona não autorizada no sul da Faixa de Gaza, em foto do dia 25 de julho de 2013.
Operários israelenses controem casas em zona não autorizada no sul da Faixa de Gaza, em foto do dia 25 de julho de 2013. REUTERS/Nir Elias

Apesar da retomada do processo de negociação de paz com a Palestina em julho, interrompido em 2010, Israel autorizou nesta quinta-feira (8) a construção de 800 novos assentamentos na Cisjordânia, de acordo com Guy Inbar, porta-voz da administração israelense na região. A interrupção das construções é uma das exigências dos palestinos para a obtenção de um acordo.

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De acordo com o porta-voz, o início das obras ainda depende da autorização do premiê Benjamin Netanyahu. A construção de assentamentos em territórios ocupados provocou a interrupção das negociações em setembro de 2010, com o fim da moratória, e é uma das principais dificuldades do processo. Desde então, os anúncios se multiplicaram, apesar dos protestos de diversos países, inclusive aliados, como os Estados Unidos.

Cerca de 500 mil colonos israelenses vivem na Cisjordânia e no leste de Jerusalém nos territórios ocupados por Israel durante a guerra dos Seis Dias, em 1967. No local vivem 2,5 milhões de palestinos. Neste domingo, o governo israelense aumentou para seis o número de assentamentos judeus que integram uma lista de locais considerados "prioridade nacional" na atribuição de recursos públicos.

Negociações continuam em agosto

A próxima rodada de negociações entre israelenses e palestinos acontecerá na segunda quinzena de agosto na região, segundo a ministra da Justiça Tzipi Livni, encarregada da mediação entre as partes. A primeira reunião, no fim de julho, aconteceu em Washington entre Livni, o secretário de Estado americano John Kerry e o negociador palestino Saeb Erakat.

De acordo com representante israelense, a libertação de 104 prisioneiros palestinos, prometida por Israel, deverá acontecer antes desse novo encontro. A ministra se mostrou prudente em relação ao prazo de nove meses dado pelos Estados Unidos para a obtenção de um acordo. Várias questões continuam pendentes. Uma delas é a demarcação do futuro território palestino, que teria como capital Jerusalém. Isso pressupõe que Israel ceda áreas conquistadas durante a guerra.

 

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