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Síria/Intervenção iminente

"Estamos prontos", diz secretário de Defesa americano

Chuck Hagel, secretário de Defesa americano, afirmou nesta terça-feira, 27 de agosto de 2013, à rede inglesa BBC que os Estados Unidos estão "prontos" para agir na Síria.
Chuck Hagel, secretário de Defesa americano, afirmou nesta terça-feira, 27 de agosto de 2013, à rede inglesa BBC que os Estados Unidos estão "prontos" para agir na Síria. Reprodução Youtube / BBC

As forças armadas americanas estão prontas para iniciar uma ação militar na Síria e aguardam apenas o aval do presidente Barack Obama, declarou nesta terça-feira o secretário da Defesa, general Chuck Hagel, em entrevista à rede inglesa BBC. Os Estados Unidos, alguns países europeus e aliados árabes não têm dúvidas de que o o Exército sírio utilizou armas químicas contra a população e os rebeldes.

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"A responsabilidade pelo uso de armas químicas é inteiramente do regime", frisou hoje a Liga Árabe. A Arábia Saudita defendeu uma ação militar ocidental rápida e decisiva. O regime sírio avisou que vai se defender.

Mesmo sem autorização do Conselho de Segurança da ONU, devido ao bloqueio da Rússia e às reticências da China, o governo Obama faz os acertos finais na formação de uma coalizão internacional para realizar uma intervenção contra o regime de Bashar al-Assad. Os Estados Unidos contam com o apoio da França, Grã-Bretanha, Alemanha, Turquia, Emirados Árabes Unidos, entre outros países. Sem o aval da ONU, a Itália é contra. Mas os ocidentais podem evocar uma espécie de "legitimidade moral" para agir, como aconteceu no caso do Kosovo, em 1999.

Essa intervenção seria um ataque limitado, sem o envio de soldados ao território sírio. O Pentágono estaria privilegiando ataques aéreos contra alvos militares do regime, feitos a partir dos quatro destroiers americanos estacionados atualmente no mar Mediterrâneo e de bases militares nos vizinhos do norte (Turquia) e do sul (Jordânia). O jornal americano Washington Post diz que esses bombardeios pontuais podem durar dois dias.

Um porta-voz do premiê britânico, David Cameron, que encurtou suas férias, indicou hoje que o Reino Unido prepara "planos militares", sublinhando que nenhuma decisão foi tomada. Cameron convocou o parlamento para uma reunião na quinta-feira sobre "a resposta aos ataques com armas químicas". 

A oposição síria teria sido informada pelos ocidentais que o início das operações "é uma questão de dias", conforme revelaram fontes que participaram de uma reunião com representantes de onze países "Amigos da Síria" e da Coalizão Nacional Síria (CNS) em Istambul.

Moradores de Damasco que moram perto do aeroporto militar de Mazzé, base estratégica para o Exército sírio, estão fugindo da cidade, constatou a agência de notícias AFP.

Rússia e Irã advertem contra consequências na região

A Rússia pediu esta manhã prudência aos Estados Unidos e à comunidade internacional. Em comunicado, o chanceler Serguei Lavrov advertiu que uma intervenção militar na Síria sem o aval do Conselho de Segurança da ONU teria sérias consequências em toda a região. A Rússia, maior aliada do regime, já vetou três vezes uma resolução nas Nações Unidas sobre a Síria.

O Irã, por sua vez, preveniu um alto representante da ONU que uma intervenção militar teria "consequências pesadas" para a Síria e toda a região.

Israelenses se equipam com máscaras de proteção

A iminência de um ataque internacional na Síria provoca uma corrida dos israelenses por máscaras de proteção de gases. Temendo uma represália, hipótese que os especialistas consideram remota, milhares de israelenses têm telefonado ao serviço postal que distribui as máscaras pelo correio para solicitar o equipamento. Os pedidos aumentaram 300% nos últimos dias dias.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse hoje que Israel não está diretamente envolvido no conflito sírio, mas reagirá prontamente se o país for atacado.

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