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EUA/Terrorismo

EUA lançaram ataques contra terroristas na Somália e Líbia

Integrantes da unidade de elite  SEAL, durante uma demonstração na 14 ª Conferência Internacional  Naval.
Integrantes da unidade de elite SEAL, durante uma demonstração na 14 ª Conferência Internacional Naval. Wikipédia

As forças especiais americanas promoveram dois ataques visando líderes islamitas suspeitos de atos terroristas, um na Líbia, onde foi capturado um dos responsáveis pelo braço local da rede Al Qaeda, e outro na Somália. O anúncio foi feito por Washington que promete manter a perseguição aos extremistas.

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A operação promovida na Líbia resultou na captura de Abou Anas al-Liby , um dos supostos chefes da rede Al Qaeda no país, de acordo com informações divulgadas pelo Pentágono através de um comunicado.

Abous Anas é o apelido de Nazih Abdul Hamed al-Raghie, um homem de 49 anos que foi integrante do Grupo Islâmico de Combate Líbio, antes de se juntar à rede terrorista fundada por Ben Laden. Ele era procurado pelos Estados Unidos por envolvimento nos atentados contra as embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia, em 1988, que deixaram mais de 200 mortos.,

Segundo o Pentágono, um tribunal de Nova York o indiciou pelos atentados e seu “suposto papel” na rede terrorista. Abou Anas está detido em um lugar seguro, fora da Líbia, de acordo com informações do governo americano. Ele pode ser extraditado para os Estados Unidos. As operações foram aprovadas pelo presidente Barack Obama.

Após a captura, o secretário de Estado americano, John Kerry, disse na Indonésia, onde se encontra em visita, que os Estados Unidos continuam determinados a caçar os líderes da Al Qaeda e que o país nunca irá “medir esforços para que os responsáveis por atos terroristas prestem contas”.

O governo líbio pede explicações à Washington por não ter sido avisado dessa operação. Em comunicado, a Líbia lembrou ter uma "parceira estratégica" com os Estados Unidos e ser uma aliada do país. A imprensa americana afirma que as autoridades de Trípoli foram avisadas da operação que aconteceu em pleno  dia na capital líbia.

A operação na Líbia aconteceu paralelamente à outra ação da unidade de elite dos serviços de segurança dos Estados Unidos, desta vez na Somália. O ataque visava um islamita que pertence ao grupo Shebab, o mesmo que reivindicou o ataque no shopping Westgate, em Nairóbi, que deixou 67 mortos.

Segundo um responsável americano citado pelo jornal The New York Times, o líder shebab, que não teve a identidade revelada, provavelmente foi morto, mas as forças especiais foram obrigadas a se retirar antes de confirmar a morte do terrorista.

Ao contrário da Líbia, as autoridades somalis disseram neste domingo que cooperam com seus “parceiros estrangeiros no combate ao terrorismo”. O primeiro-ministro da Somália, Abdi Farah Shirdon, disse à imprensa que a “cooperação” não era um segredo. “Nosso interesse é de ter uma Somália em paz, livre do terrorismo”, declarou o premiê.

Ela foi a maior operação americana em território somali desde que as forças especiais americanas mataram, há 4 anos, um dos líderes extremistas do shebab, Saleh Ali Saleh Nabhan

 

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