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Escravidão/Ranking

Escravidão moderna atinge 30 milhões de pessoas no mundo

Crianças trabalhando em um mina em Madagascar.
Crianças trabalhando em um mina em Madagascar. Lihee Avidan/Getty Image

A escravidão ainda existe no mundo moderno e atingiria 29,8 milhões de pessoas, segundo o primeiro ranking sobre o tema publicado nesta quinta-feira, 17 de outubro de 2013, pela ONG australiana Walk Free. Três quartos das vítimas de trabalhos forçados estão na Ásia, mas a escravidão moderna é praticada em todos os continentes. O Brasil aparece na 94ª posição na lista composta por 160 países.

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A escravidão moderna, definida como “a dominação de alguém com o objetivo tirar proveito ou de exploração sexual”, tem formas múltiplas e é difícil de ser detectada. A Walk Free usou três fatores para elaborar o ranking: as projeções de trabalho forçado em cada país, os casamentos forçados de crianças e os dados sobre tráfico humano.

A lista é liderada pela Mauritânia. O país africano, de 3,7 milhões de habitantes, teria 150 mil escravos e uma taxa de 4% da população escravizada. “Na Mauritânia ainda existem crianças que nascem escravas e são obrigadas a trabalhar” denuncia a ONG. Em segundo lugar, está o Haiti, também por causa da exploração do trabalho infantil.

Três quartos das vítimas de escravidão moderna, 22 milhões de pessoas, estão na Ásia. Em números absolutos, a Índia que ocupa o quarto lugar da lista, é o país com o maior número de escravos modernos: 14 milhões de pessoas. A pobreza e o sistema de castas do país favorecem principalmente a prática do trabalho forçado, diz a Walk Free.

Países desenvolvidos fecham a lista: Irlanda, Reino Unido e Islândia. O Brasil aparece no 94° lugar, uma posição considerada moderada. A ONG revela que um em cada mil brasileiros trabalha em condições de servidão. Mas a legislação criada pelo país para combater a escravidão é elogiada pela Walk Free.

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