Acessar o conteúdo principal
Tufão Hayan

Sobreviventes do tufão Hayan passam fome em meio aos destroços

Sobreviventes do tufão Haiyan fazem fila para obter água potável na cidade destruída de Tacloban.
Sobreviventes do tufão Haiyan fazem fila para obter água potável na cidade destruída de Tacloban. REUTERS/Romeo Ranoco

O caos deixado pela passagem do tufão Haiyan nas Filipinas dificulta o acesso das equipes de resgate, principalmente em cidades da região central do país. Os primeiros aviões de carga americanos, com toneladas de ajuda humanitária, chegaram hoje a Tacloban, capital da ilha de Leyte, uma das localidades mais afetadas pelo tufão junto com a ilha de Samar.

Publicidade

Um dos tufões mais violentos já registrados no planeta, Haiyan deixou um rastro de destruição nas Filipinas. Segundo um balanço provisório, a catástrofe matou 10 mil pessoas, deixou 2 mil desaparecidos e 10 milhões de desabrigados. A ONU, as grandes potências mundiais e ONGs humanitárias estão mobilizadas para prestar assistência às vítimas, que perambulam entre destroços procurando sobreviventes e comida.

Em Tacloban, capital da ilha de Leyte com 200 mil habitantes, pilhas de madeira estão amontoadas nas ruas, tudo o que sobrou de milhares de casas destruídas pelos ventos de até 350 km/h. No quarto dia sem teto, comida e água potável, os moradores de Tacloban estão famintos. Grupos chegaram a saquear supermercados e um comboio da Cruz Vermelha. As autoridades enviaram ao local policiais e soldados, a fim de restabelecer a ordem.

Perto do aeroporto de Tacloban, formou-se uma longa fila de sobreviventes que caminharam quilômetros, enfrentando o barro espalhado nas ruas, na esperança de receber ajuda humanitária. Na manhã desta segunda-feira, jornalistas e equipes de resgate que estavam no aeroporto presenciaram o nascimento de uma menina. Em trabalho de parto, a mãe deu à luz nas dependências do aeroporto. A criança recebeu o nome de Bea Joy, em homenagem à avó materna morta nas inundações.

A esperança para os moradores de Tacloban veio do céu. Os primeiros aviões militares americanos com toneladas de ajuda humanitária aos filipinos chegaram hoje à cidade. Os Estados Unidos despacharam de uma base militar no Japão dois aviões Hercules, dois helicópteros, 90 militares e material para participar das operações de socorro às vítimas.

A Alemanha está enviando médicos e bombeiros às Filipinas. As doações em dinheiro se multiplicam. A União Europeia desbloqueou 9,2 milhões de reais (3 milhões de euros), a Grã-Bretanha ofereceu 22 milhões de reais, e a Austrália anunciou 21 milhões de reais de ajuda aos filipinos.

Desde sábado, a ONU enviou 40 toneladas de biscoitos de proteína aos desabrigados, um volume que representa só o começo da mobilização do programa alimentar das Nações Unidas. Amanhã, está prevista a chegada de um navio do Unicef com 60 toneladas de barracas e remédios. Também serão enviados purificadores de água e sanitários, para evitar epidemias. O Unicef estima que 4 milhões de crianças serão afetadas pelas consequências do tufão.

O papa Francisco disse estar profundamente entristecido com a tragédia dos filipinos.

Do arquipélago filipino, o tufão Hayan rumou para o Vietnã, onde chegou enfraquecido com ventos de 120 km/h. Ainda não há um balanço oficial sobre o número de vítimas vietnamitas. Em seguida, Haiyan atingiu a China, causando a morte de pelo menos seis pessoas, segundo o primeiro balanço divulgado nesta segunda-feira.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.