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Filipinas/Tufão

Falta de alimentos provoca revolta e mortes nas Filipinas

Crianças com cartazes pedindo ajuda
Crianças com cartazes pedindo ajuda Reut

Seis dias após a passagem do tufão Haiyan, que devastou as Filipinas, sobreviventes reclamam da demora em receber ajuda humanitária e a disputa por comida provocou a morte de oito pessoas durante o saque a um armazém de arroz. O balanço do número de mortos da catástrofe foi revisado para baixo pelo presidente filipino.

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Os desabrigados do tufão Haiyan nas Filipinas travam uma batalha para sobreviver, seis dias depois da catástrofe. A disputa por comida provocou novas mortes nesta terça-feira, quando o muro de um depósito de arroz saqueado por dezenas de sobreviventes desmoronou, matando oito pessoas na ilha de Leyte. 129 mil sacos de arroz foram roubados do depósito, mas para infelicidade dos filipinos a maior parte do cereal não serve para o consumo.

A população reclama da demora da ajuda humanitária. A ONU quer arrecadar 301 milhões de dólares em doações para que suas agências possam ajudar os filipinos. O Brasil informou que vai contribuir por meio do Unicef, o fundo de proteção à infância. A prioridade das Nações Unidas é levar comida, remédios, água potável e equipamentos sanitários às áreas devastadas, a fim de evitar epidemias, além de distribuir barracas aos desabrigados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que equipes da Bélgica, Noruega, do Japão e de Israel chegaram às Filipinas para instalar hospitais de campanha. Outros países, como França e Alemanha, enviam equipes médicas. Mais de 250 militares americanos já estão em ação nas áreas atingidas pelo tufão, segundo o Pentágono, e esse contingente vai aumentar com a chegada do porta-aviões "George Washington", atualmente a caminho das Filipinas, com cinco mil militares a bordo, 80 aviões e helicópteros, que devem acelerar a distribuição de ajuda humanitária e a transferência dos feridos para hospitais.

Número menor de mortos

O presidente das Filipinas, Benigno Aquino, revisou para baixo o balanço de mortos. O governo contabiliza entre 2 mil a 2.500 vítimas fatais e não mais 10 mil pessoas como anunciou inicialmente a ONU. Mas as ONGs estão bem mais pessimistas e lembram que várias cidades continuam isoladas.
 

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