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Egito/Mursi

Mursi será julgado no Egito por conspiração com estrangeiros

Soldados egípcios observam um protesto de partidários do presidente deposto Mohamed Mursi diante do Ministério da Defesa nesta quarta-feira, 18 de dezembro de 2013.
Soldados egípcios observam um protesto de partidários do presidente deposto Mohamed Mursi diante do Ministério da Defesa nesta quarta-feira, 18 de dezembro de 2013. REUTERS/Stringer

O procurador geral do Egito ordenou nesta quarta-feira, 18 de dezembro de 2013, que o presidente deposto Mohamed Mursi e 35 líderes islâmicos sejam julgados, acusados de conspiração com organizações estrangeiras a fim de cometer "atos terroristas" e de divulgação de segredos de Estados a "uma potência estrangeira".

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Em um comunicado, o procurador afirma que a Irmandade Muçulmana, à qual pertence Mohamed Mursi, cometeu atos de violência e terrorismo no Egito e estaria preparando um "projeto terrorista" prevendo uma aliança com o Hamas palestino e o Hezbollah xiita libanês.

Mohamed Mursi já está sendo processado por incitação à violência durante manifestações realizadas nas redondezas do palácio presidencial há um ano, quando ele ainda ocupava a presidência. Mursi foi deposto pelo exército no dia 3 de julho após grandes protestos contra seu governo.

O procurador geral denuncia em seu dossiê de acusação "a maior conspiração da história do Egito". Ele acusa a Irmandade Muçulmana de ter lançado em 2011 ataques contra as forças de segurança no norte do Sinai, aplicando um plano elaborado em 2005 - seis anos antes da queda de Hosni Mubarak - que previa enviar elementos para seguir um treinamento militar na Faixa de Gaza com o Hezbollah libanês e os guardas da Revolução iraniana.

De volta ao Egito, a Irmandade Muçulmana devia segundo o plano se aliar com grupos islâmicos ativos na península do Sinai, continua o procurador. Se Mohamed Mursi não tivesse sido eleito para a presidência, em junho de 2012, eles teriam sido encarregados de constituir um "emirado islâmico" no Sinai, explica ele.

De acordo com o dossiê de acusação, o conselheiro para a segurança nacional do presidente deposto, Essam el Haddad, transmitiu dossiês secretos aos Guardiães da Revolução e ao Hezbollah em troca da colaboração deles.

Desde a deposição de Mohamed Mursi pelo exército, no dia 3 de julho, as novas autoridades conduziram uma vasta repressão contra a Irmandade Muçulmana. Quase todos os dirigentes da confraria foram presos e mais de 1.300 partidários mortos, segundo as organizações de defesa dos direitos humanos.

Cerca de 200 integrantes das forças de segurança também morreram em confrontos ou atentados, sobretudo no Sinai.
 

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