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Rússia/magnata

Mikhaïl Khodorkovski, ex-magnata russo, deixa prisão depois de perdão de Putin

O presidente Vladimir Putin anuncia a assinatura do decreto que concede indulto ao ex-magnata Mikhaïl Khodorkovski
O presidente Vladimir Putin anuncia a assinatura do decreto que concede indulto ao ex-magnata Mikhaïl Khodorkovski REUTERS/Tatyana Makeyeva/Files

O presidente russo Vladimir Putin assinou nesta sexta-feira (20) um decreto concedendo indulto ao ex-magnata do petróleo Mikhaïl Khodorkovski, preso desde 2003. Ele já deixou o campo de trabalhos forçados em Segueja, no noroeste do país, onde cumpria pena, segundo seu porta-voz.

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O anúncio já havia sido feito nesta quinta-feira (19) pelo presidente russo Vladimir Putin, pouco depois da entrevista coletiva que ele concede tradicionalmente no final do ano aos jornalistas em Moscou.

O presidente russo disse que o ex-magnata já havia sido 'devidamente punido', e que concederia o indulto considerando sua situação pessoal -a mãe de Khodorkovski está doente.

O decreto assinado por Vladimir Putin leva em conta  "princípios de humanismo" e entra em vigor imediatamente. Para beneficiar do indulto, o ex-magnata escreveu uma carta ao chefe de estado russo, o que ele tinha se recusado a fazer até agora.

Segundo a imprensa russa, Putin teria tomado a decisão por dois motivos: os Jogos Olímpicos de Inverno, que começam em fevereiro, e a pressão do Ocidente, em especial da chanceler alemã Angela Merkel, que sempre citava o caso em seus encontros com o presidente.

A imprensa russa também cita fontes afirmando que Khodorkovsky foi visitado na prisão, onde os oficiais o convenceram a escrever a cartap para Putin. 

Anistia beneficiará Pussy Riot e brasileira do Greenpeace

O presidente russo também confirmou durante a entrevista coletiva que as duas militantes do grupo Pussy Riot, que têm filhos pequenos, Maria Alekhina et Nadejda Tolokonnikova, seriam libertadas, beneficiando da nova lei da Anistia votada pelo Parlamento russo.

Os 30 membros do Greenpeace que invadiram a plataforma de petróleo da Gazprom em setembro, e continuam detidos na Rússia, também serão soltos. Entre eles está a brasileira Ana Paula Maciel, que foi libertada em novembro mais ainda está na Rússia aguardando seu julgamento.
 

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