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Índia/Estupro

Polícia indiana investiga estupro coletivo de turista dinamarquesa

A estação de trem de Nova Déli perto da zona comercial de Connaught Place, onde a turista dinamarquesa que estava perdida pediu informações a um grupo de homens de como chegar ao seu hotel.
A estação de trem de Nova Déli perto da zona comercial de Connaught Place, onde a turista dinamarquesa que estava perdida pediu informações a um grupo de homens de como chegar ao seu hotel. fotopedia

A polícia indiana prendeu um grupo de cerca de 15 homens suspeitos de participar do estupro coletivo de uma turista dinamarquesa de 51 anos em Nova Delhi, indicou a polícia nesta quarta-feira (15). A mulher, que tinha se perdido na cidade, foi atacada depois de pedir informações a seus agressores.

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A turista dinamarquesa tentava voltar para seu hotel no bairro de Pahargani, no centro da capital indiana, quando parou para pedir informações para um grupo de homens. Seis deles, armados de uma faca, a agrediram e roubaram seus pertences, de acordo com um policial.

Segundo as autoridades indianas, ela estava sozinha depois de ter visitado o Taj Mahal em Agra. Os detidos ainda estão sendo interrogados, de acordo com Deepak Mishra, delegado responsável pelo caso. A vítima se recusou fazer o exame de corpo delito para confirmar o estupro, mas concordou em prestar depoimento.

"Ela estava traumatizada mas pôde se lembrar de como o crime ocorreu", disse um policial. Segundo ele, foi graças ao seu testemunho que os homens puderam ser presos.

A recepcionista do hotel onde ela estava hospedada disse que ela chegou calma ao estabelecimento, pedindo dinheiro para pagar o táxi porque havia sido roubada. O embaixador da Dinamarca, Freddy Svane, disse que a vítima recebeu a assistência necessária.

Esta nova agressão sexual acontece dez dias depois de um outro estupro coletivo de uma polonesa que teria sido drogada e agredida por um motorista de táxi quando se dirigia à capital com sua filha de dois anos.

Há um ano, milhares de indianos foram às ruas para protestar contra o estupro coletivo de uma estudante, que morreu em consequência dos ferimentos. O caso trouxe à tona a situação de violência em que vivem as mulheres no país. As denúncias se multiplicaram e desde então ganharam destaque na imprensa indiana.

 

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