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Líbano/Violência

Atentado em reduto do Hezbollah em Beirute deixa pelo menos 4 mortos

Atentado suicida realizado nesta terça-feira em um dos redutos do grupo xiita Hezbollah no sul de Beirute, que deixou pelo menos quatro mortos e cerca de 30 feridos.
Atentado suicida realizado nesta terça-feira em um dos redutos do grupo xiita Hezbollah no sul de Beirute, que deixou pelo menos quatro mortos e cerca de 30 feridos. REUTERS/Stringer

Quatro pessoas morreram e 35 ficaram feridas nesta terça-feira (21) após um atentado contra um bairro ao sul de Beirute, reduto do Hezbollah. Foi o sexto ataque desde julho visando o movimento xiita que combate ao lado do regime sírio contra os opositores de Bashar al-Assad.

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A Frente al-Nusra do Líbano, ligada ao braço da rede Al-Qaeda na Síria, reivindicou rapidamente o ataque. O número de vítimas foi divulgado pela Cruz Vermelha libanesa. A Agência Nacional de Informação afirmou que o ataque foi cometido por um kamikase que explodiu um carro no bairro de Haret Hreit.

O atentado foi realizado em uma rua comercial movimentada do bairro, a al-Arid, que já foi alvo em janeiro de um ataque suicida com carro-bomba, com cinco mortos.

Bombeiros tentavam apagar o fogo no local enquanto ambulâncias transportavam feridos para hospitais da região, informou um fotógrafo da agência AFP que chegou ao local logo após a explosão.

Em comunicado divulgado na sua conta no Twitter, a Frente al-Nusra explicou ter realizado essa “operação mártir” em resposta “aos massacres cometidos pelo partido do Irã”, em referência ao Hezbollah. O grupo, constituído recentemente, já havia reivindicado um atentado com carro-bomba que matou três pessoas há menos de uma semana em Hermel, no vale do Bekaa.

O Líbano entrou numa espiral de violência desde o início do conflito na Síria, em março de 2011, que intensificou as tensões entre os muçulmanos sunitas, que apóiam a maioria dos opositores ao regime de Bashar Al-Assad, e os xiitas, liderados pelo Hezbollah.

Coalizão

O ex-primeiro ministro libanês Saad Hariri, que vive exilado na França desde 2011, afirmou que aceitaria dirigir um governo integrado por membros do grupo xiita Hezbollah. O anúncio de Hariri, que dirige a coalizão 14 de março, pró-ocidental e anti-Síria, representa uma reviravolta em relação a recentes declarações hostis ao movimento xiita libanês.

No final de dezembro, sua coalizão acusou o Hezbollah de ser o responsável pelo assassinato de um de seus colaboradores mais próximos, Mohammad Chatah, em um atentado em Beirute.

Na entrevista concedida na noite desta segunda-feira ao canal Future TV, Saad Hariri explicou que os ministros do Hezbollah, em um eventual gabinete que pretende comandar, não teriam direito a veto nas decisões do governo.

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