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Egito/Atentados

Egito tem onda de atentados na véspera de aniversário da revolução

Policial ferido no atentado contra o QG da polícia, no centro do Cairo, 24 de janeiro de 2014.
Policial ferido no atentado contra o QG da polícia, no centro do Cairo, 24 de janeiro de 2014. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh

Na véspera do terceiro aniversário da revolta que derrubou o ex-ditador Hosni Mubarak, celebrado neste sábado, a capital do Egito é alvo de uma série de atentados contra alvos da polícia. Três bombas explodiram na manhã de hoje (24) na cidade do Cairo, deixando ao menos cinco mortos e 80 feridos.

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O ataque mais violento foi praticado com um carro-bomba, que explodiu na entrada do quartel-general da polícia no centro do Cairo. Um pouco mais tarde, uma bomba artesanal jogada contra carros da polícia deixou pelo menos um morto e 15 feridos. Um terceiro atentado contra uma delegacia, na zona oeste do Cairo, não deixou vítimas. Esses ataques ocorrem na véspera das comemorações do terceiro aniversário da revolução popular que derrubou o ex-presidente Hosni Mubarak.

Desde que o Exército egípcio depôs o presidente islâmico Mohamed Mursi, em julho do ano passado, os ataques contra as forças de segurança se multiplicaram no Egito. Muitos desses atentados foram reivindicados por grupos jihadistas que afirmam agir em represália à violenta repressão dos partidários de Mursi pelas autoridades militares. Ontem, cinco policiais morreram em um atentado contra um posto de controle rodoviário ao sul da capital egípcia.

Manifestações no sábado

A situação está ainda mais tensa porque o país se prepara para celebrar amanhã o aniversário da revolução de 25 de janeiro, que foi lançada em 2011, no auge da Primavera Árabe. Policiais e soldados foram mobilizados em todo o Egito e sobretudo no centro do Cairo, onde fica a emblemática praça Tahrir, palco da revolução.

Amanhã, todas as correntes políticas vão estar representadas nas ruas da capital. A Irmandade Muçulmana convocou os partidários do presidente deposto a protestar durante 18 dias, a duração da revolta popular que colocou um ponto final às três décadas de ditadura de Mubarak. Integrantes de movimentos progressistas da sociedade egípcia também devem se manifestar contra os militares. Os militares no poder pedem, por sua vez, que todas as pessoas favoráveis ao atual regime saiam às ruas.

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