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Líbano/Crise

Novo governo é formado no Líbano, após 10 meses de impasse

Tammam Salam, novo primeiro-ministro libanês.
Tammam Salam, novo primeiro-ministro libanês. AFP PHOTO / ANWAR AMRO

Após quase um ano de negociações, os partidos rivais no Líbano chegaram finalmente a um compromisso neste sábado (15) para a formação de um novo governo no país, profundamente dividido pelo conflito na Síria. “Um governo preservando o interesse nacional nasceu”, afirmou o novo primeiro-ministro libanês, Tammam Salam. O novo gabinete terá representantes do Hezbollah e do campo Hariri.

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Tammam Salam tinha sido designado primeiro-ministro do Líbano em abril de 2013. Desde então, as principais forças políticas buscavam um acordo para a formação do novo governo. Pela primeira vez em três anos, o país será governado por representantes dos principais rivais: o Hezbollah xiita e a coalizão do ex-primeiro-ministro Saad Hariri. “Esse governo de união é a melhor solução para o país enfrentar seus desafios”, declarou o premiê Tammam Salam.

Líbano dividido

O país atravessa uma onda de violência intermitente, em consequência do conflito na vizinha Síria, e está dividido. O poderoso grupo Hezbollah combate os rebeldes da Síria ao lado das forças do regime de Bashar al-Assad. A coalizão, liderada pelo ex-premiê Saad Hariri, apoia a oposição síria.

Graças a um compromisso, que impede que nenhum dos dois grupos tenha poder de veto sobre as decisões governamentais, eles aceitaram participar juntos do governo composto por 24 ministros. O novo gabinete terá oito representantes do Hezbollah e oito da coalizão de Hariri. Os últimos oito ministros indicados são pessoas próximas do presidente libanês, Michel Sleimane, considerado neutro, e do líder druzo Walid Jumblatt, considerado um centrista.

Saad Hariri, que acusa o grupo xiita de ter organizado o atentado que matou seu pai Rafic Hariri em 2005, aceitou participar do governo ao lado do rival histórico para “salvar o país da instabilidade provocada pelo conflito sírio.”

Novos ministros

A coalizão de Hariri ficou com dois ministérios importantes: o parlamentar Nouhad Machnouk será o novo ministro do Interior e Achraf Rifi, ex-chefe da polícia libanesa, ocupará a pasta da Justiça. O movimento de Michel Aoun, aliado cristão do Hezbollah, levou dois ministérios de peso, o das Relações Exteriores e o da Energia.
 

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