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Egito/Crise política

Novo premiê egípcio diz que segurança será prioridade de seu governo

O novo primeiro-ministro egípcio, Ibrahim Mahlab, durante uma coletiva de imprensa neste domingo (2) no Cairo.
O novo primeiro-ministro egípcio, Ibrahim Mahlab, durante uma coletiva de imprensa neste domingo (2) no Cairo. Reuters

O novo primeiro-ministro egípcio prometeu neste domingo (2) que a segurança será a prioridade de seu governo. A polícia e o exército egípcios são atacados quase todos os dias desde a destituição do presidente islâmico Mohamed Mursi, em julho do ano passado.

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Ibrahim Mahlab e seus 31 ministros tomaram posse no sábado (1), menos de uma semana após a demissão do governo de Hazem el-Beblawi, que foi levado a abandonar o poder devido à crescente insatisfação social e à mutiplicação dos atentados.

"A responsabilidade é grande e os desafios ainda maiores", disse Ibrahim Mahlab em seu discurso transmitido pela televisão. "Mas juntos vamos levar o barco Egito à margem da segurança", prometeu esse engenheiro que integrou o partido de Hosni Mubarak, derrubado por uma revolta popular no início de 2011 após 13 anos de poder absoluto.

"A primeira prioridade é impor a segurança, combater com firmeza o terrorismo com todos os instrumentos legais, promover a volta da estabilidade e fazer com que as ruas sejam seguras para proteger os egípcios, respeitando os direitos humanos e a democracia", insistiu o novo primeiro-ministro.

Repressão

Desde a destituição e a prisão no dia 3 de julho do único presidente eleito democraticamente na história do Egito, Mohamed Mursi, o mais populoso dos países árabes entrou em um espiral de violência.

As forças de segurança lançaram uma repressão implacável contra os partidários do presidente deposto que em sete meses deixou ao menos 1.400 mortos, segundo a Anistia Internacional. Em represália, grupos islâmicos extremistas realizam ataques quase cotidianos contra policiais e soldados.

Um atentado matou recentemente turistas sul-coreanos, o que contribuiu para enfraquecer ainda mais a indústria do turismo, e piorar a situação de uma economia à beira da falência. Face à crise econômica endêmica no país, vários setores profissionais estão atualmente em greve.

Dirigindo-se aos grevistas no final de seu discurso, Ibrahim Mahlav pediu que eles "coloquem um fim a todo tipo de manifestação", e estimulou-os a "trabalhar e produzir" para "construir o país". Ele prometeu levar em conta suas reivindicações e anunciar "soluções urgentes a fim de garantir uma vida digna ao povo egípcio".

O governo de Mahlab deverá conduzir o Egito a uma eleição presidencial prevista para esta primavera. O chefe do exército, o marechal Abdel Fattah al-Sissi, que planejou a destituição de Mohamed Mursi e ocupa atualmente o cargo de ministro da Defesa, é desde já o favorito.

No entanto, ele ainda não anunciou a sua candidatura. Para disputar a presidência, o marechal terá primeiro que deixar suas funções no governo e se aposentar do exército.

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