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Malásia/Avião

Austrália está "muito confiante" em encontrar caixas-pretas do MH370

Investigadores trabalharam para identificar sinais das caixas-pretas do voo MH370 da Malaysia Airlines.
Investigadores trabalharam para identificar sinais das caixas-pretas do voo MH370 da Malaysia Airlines. REUTERS/Australian Defence Force/Handout via Reuters

O primeiro-ministro da Malásia, Tony Abbott, disse nesta sexta-feira (11) estar “muito confiante” que os sons detectados no sul do Oceano Índico sejam das caixas-pretas do voo MH370, que desapareceu no dia 8 de março, após decolar do aeroporto de Kuala Lumpur em direção à Pequim.

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A Austrália coordena as operações de busca na região onde supostamente caiu o Boeing 777 da Malaysia Airlines com 239 pessoas a bordo. O vasto dispositivo naval e aéreo mobilizado na área de buscas do avião nada havia identificado até o último final da semana passada, quando foram detectados sinais emitidos em alta freqüência, idênticos aos produzidos pelas balizas das caixas pretas.

“Nós reduzimos bastante o perímetro de buscas e estamos muito confiantes de que os sinais detectados sejam das caixas-pretas”, disse Abbot em Xangai, onde se encontra em visita oficial. Os investigadores estão numa corrida contra o tempo para localizar as caixas-pretas antes que as balizas sonoras deixem de emitir sinais devido ao fim da duração das baterias. Teoricamente, a duração delas é de 30 dias.
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“Nós chegamos ao ponto em que o sinal, que acreditamos muito de que seja das caixas pretas, começa a se tornar mais fraco”, disse Tony Abbott, em entrevista à Sky News. “Nós esperamos ter o maior número de informações possíveis, antes do fim definitivo da emissão do sinal”, disse.

O primeiro-ministro australiano não quis dar maiores detalhes antes de informar o presidente chinês Xi Jinping dos últimos resultados das investigações. Quatro sinais foram identificados por uma sonda americana, transportada por um navio da Marinha australiana, que se desloca em baixa velocidade para captar sinais sonoros.

China suspende envio de pandas à Malásia

A China suspendeu por tempo indeterminado o envio à Malásia de um casal de pandas devido à tensão entre os dois países após o desaparecimento do voo MH370. A informação foi confirmada nesta sexta-feira por um membro do governo malaio. Dos 239 passageiros a bordo do avião, 153 eram chineses.

Um acordo assinado em 2012 previa o envio dos dois pandas para a Malásia a partir do dia 16 de abril e por um período de dois anos, no âmbito do que ficou conhecida como a “diplomacia do panda”, levada extremamente a sério por Pequim.

A China “espera os resultados (das investigações) sobre o MH370”, indicou à agência AFP o ministro do Meio Ambiente da Malásia, G. Palanivel. Segundo ele, os chineses suspenderam o envio dos pandas, mas podem enviá-los até o final de maio.

Em um comunicado, o ministro afirmou que os pandas Geng Yi e Fu Wa deverão chegar à Malásia em uma “data bastante simbólica”. A expectativa é que seja em 31 de maio, dia que marca o 40° aniversário das relações bilaterais entre os dois países.

A China criticou abertamente as autoridades malaias pela gestão da crise do voo MH370 da Malaysia Airlines. O governo chinês chegou a autorizar os familiares dos passageiros a se manifestarem em frente à embaixada malaia em Pequim.

Segundo a imprensa da Malásia, mais de 30 mil chineses já cancelaram suas férias no país em protesto pelo sumiço do avião. A China é o maior parceiro comercial da Malásia.

 

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