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Síria/presidenciais

Eleições presidenciais na Síria acontecem em 3 de junho

Integrante de um grupo de rebeldes islâmicos durante combates contra as forças do governo sírio em al-Goutha, perto de Damasco, em 8 de abril.
Integrante de um grupo de rebeldes islâmicos durante combates contra as forças do governo sírio em al-Goutha, perto de Damasco, em 8 de abril. REUTERS/Ammar Al-Bushy

O presidente do parlamento sírio Mohammad al-Laham anunciou nesta segunda-feira (21) que a Síria terá eleições presidenciais no dia 3 de junho. O prazo para depósito das candidaturas vai até o dia 1° de maio, mas praticamente não há dúvidas sobre a reeleição do presidente Bashar al-Assad.  

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Esta é a primeira vez desde que a família Assad assumiu o controle da Síria, na década de 70, que a eleição presidencial é aberta a mais de um candidato. Tanto Bashar, quanto seu pai, Hafez Assad, foram eleitos em referendos de candidatura única. No ano 2000, o atual presidente sírio recebeu 97% dos votos e foi reeleito com idêntica votação em 2007.

A eleição pluripartidária foi introduzida pela nova Constituição, promulgada em 2012, mas as condições exigidas dos concorrentes limitam o número de candidaturas. O futuro presidente deve ter morado na Síria nos últimos dez anos, o que praticamente elimina da corrida os políticos de oposição, a maioria no exílio. Outra restrição imposta é que todo candidato à presidencial deve obter o apoio de 35 deputados dos 250 que compõem o parlamento.

O presidente Bashar al-Assad, fortalecido pelas ofensivas vitoriosas contra os rebeldes nas últimas semanas, já está em campanha e visitou no domingo de Páscoa a cidade cristã de Malula, recentemente reconquistada pelo Exército sírio.

Para Monzer Akbik, responsável da Coalizão Nacional Síria, a decisão de organizar uma eleição presidencial prova que Assad não intenciona negociar uma solução política para colocar fim ao conflito. "Assad está desconectado da realidade. Ele não tem nenhuma legitimidade antes dessas eleições, e não terá depois. "Não podemos levar tudo isso a sério", declarou.

Em Homs, a terceira maior cidade do país e berço da revolução, as tropas de Assad e os rebeldes enfrentam uma dura batalha pelo controle do centro histórico. O conflito na Síria já deixou mais de 150 mil mortos e 2,5 milhões de sírios já fugiram do país

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