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Síria/Conflito

Ocidentais criticam organização de eleições na Síria

Parlamento sírio reunido em sessão solene nesta segunda-feira (21).
Parlamento sírio reunido em sessão solene nesta segunda-feira (21). REUTERS/SANA/Handout via Reuters

O resultado da eleição marcada para o dia 3 de junho "não terá nenhum valor ou credibilidade", avaliou o governo britânico, enquanto Washington denunciou uma "paródia de democracia". A ONU estima que o pleito vai prejudicar os esforços em prol de uma solução política para o conflito no país, que já fez mais de 150 mil mortos em três anos. A oposição síria qualificou essa eleição de "farsa".

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O presidente do parlamento sírio, Mohamed al-Laham, anunciou nesta segunda-feira (21) que a eleição presidencial será realizada no dia 3 de junho para os cidadãos que residem na Síria e no dia 28 de maio para os sírios que vivem no exterior. Ele prometeu um pleito "livre e justo".

Esse anúncio "deve ser considerado como uma farsa", reagiu o escritório do chefe da Coalizão Nacional de Oposição, Ahmad Jarba, acrescentando que "não há corpo eleitoral na Síria capaz de exercer seu direito de voto" após três anos de guerra.

A violência não dá sinais de diminuir, e tiros de morteiro perto do parlamento mataram nesta segunda-feira duas pessoas pouco antes do anúncio do calendário das eleições, segundo a ong Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Para a ONU, essa eleição "vai prejudicar o processo político" e é "incompatível com o espírito e a letra do comunicado de Genebra", no qual se basearam as negociações entre o poder e a oposição, que estão hoje em um impasse.

O registro das candidaturas deve ser feito de 22 de abril a 1° de maio. Até agora, Bashar al-Assad - como antes dele seu pais Hafez - havia sido escolhido por um referendo. Candidato único, ele foi eleito por sete anos em 2000 com 97,29% dos votos, e depois reeleito em 2007 com 97,62% dos votos.

A nova Constituição aprovada em 2012 abre caminho para que vários candidatos concorram, mas as condições exigidas tornam muito difícil uma candidatura da oposição. 

Armas químicas

Washington declarou nesta segunda-feira ter "indicações que evocam o uso de um produto químico industrial tóxico", provavelmente pelo regime de Bashar al-Assad, em abril em Kafarzita, um vilarejo da província de Hama.

Neste domingo (20), a França havia declarado ter "alguns elementos" sobre a utilização recente de armas químicas pelo governo sírio.

 

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