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Egito/Tribunal

Tribunal no Egito condena 683 partidários do ex-presidente Mursi

Fim de março alguns dos prisioneiros  da Irmandade Muçulmana do Egipto detidos em Alexandria.
Fim de março alguns dos prisioneiros da Irmandade Muçulmana do Egipto detidos em Alexandria. REUTERS/Al Youm Al Saabi Newspaper/Files

O tribunal de Minya, no interior do Egito, condenou à morte nesta segunda-feira (28) 683 partidários do ex-presidente Mohamed Mursi, entre eles o líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie.

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O mesmo tribunal anunciou a comutação para prisão perpétua da pena de morte para a maioria dos 529 partidários de Mursi que no mês de março foram condenados à morte. 492 deles tiveram a pena comutada para prisão perpétua.

Nos dois julgamentos, realizados no maior processo de massa da história recente, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os partidários foram acusados de terem participado de manifestações em Minya no dia 14 de agosto.

Este é mais um dos inúmeros casos ilustrando o que comunidade internacional considera como uma "farsa judicial": um processo de massa rápido para enviar centenas de pessoas para a forca.

Segundo os advogados, existem diversas irregularidades no processo: a família do doutor Badaoui, um dos condenados, por exemplo, recebeu uma convocação no dia 23 de agosto, nove dias depois de sua morte.

Khaled Elkomy, coordenador dos advogados dos 529 primeiros prisioneiros condenados a morte, também conta que a audiência deles durou dez minutos.
 

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