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Síria/Conflitos

Acordo vai permitir a retirada de insurgentes sitiados em Homs

Cidade síria de Homs, destruída pelos confrontos e bombardeios.
Cidade síria de Homs, destruída pelos confrontos e bombardeios. Reuters

O regime sírio e os rebeldes chegaram neste domingo (4) a um acordo para a retirada de insurgentes sitiados há dois anos no centro de Homs em ruínas. A informação foi confirmada por um negociador rebelde à agencia de notícias francesa, AFP. Já no norte do país, os confrontos entre grupos rebeldes rivais continuam, apesar do pedido de trégua feito pelo chefe da rede Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri.

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O acordo entre os representantes rebeldes e os chefes do serviço de segurança sírios foi selado na presença do embaixador do Irã, informou Aboul Hareth à AFP. O acordo vai permitir a retirada dos insurgentes, dos civis e dos feridos de Homs. Segundo o texto, 2.250 poderão deixar a cidade. O acordo prevê ainda a libertação de 70 prisioneiros libaneses e iranianos detidos pelos rebeldes da Frente Islâmica, em Alepo. A ajuda humanitária será autorizada a entrar em dois vilarejos xiitas, na província de Alepo, favoráveis ao regime que estão cercados pelos rebeldes.

As negociações continuam para definir como o texto será aplicado. Nenhum responsável sírio confirmou por enquanto o acordo.

Confrontos entre grupos rebeldes rivais

A Al-Nosra, braço sírio da rede Al Qaeda, impôs hoje condições para acabar com os combates entre grupos rebeldes rivais no norte do país. Um comunicado do grupo disse que eles vão continuar a combater se forem atacados por seus rivais do Estado Islâmico do Iraque, apesar do pedido de trégua feito pelo líder da Al Qaeda. Ayman al-Zawahiri havia pedido na semana passada para o grupo concentrar os combates contra “os inimigos do islã, o partido Baas no poder na Síria, os xiitas e seus aliados”.

A guerra entre grupos islâmicos rivais no norte da Síria já deixou milhares de mortos desde janeiro.

Campanha eleitoral

O presidente sírio Bashar al-Assad terá dois rivais na eleição presidencial, prevista para 3 de junho. O Tribunal Constitucional sírio validou hoje a candidatura de apenas 3 pretendentes. Além de Bashar al-Assad, Hassam Abdellah al-Nouri e Maher al-Hajjar foram autorizados a disputar as presidenciais. Vinte e quatro pessoas tinham se inscrito. “Os candidatos que foram descartados por não responderem aos critérios constitucionais e legais têm três dias para entrar com recurso”, informou o porta-voz do Tribunal Constitucional.

A oposição acusa a eleição, que acontecerá apenas no território controlado pelo regime e deve garantir a vitória a al-Assad, de farsa. A ONU também criticou a realização da votação que é “incompatível com o texto de Genebra sobre a transição democrática na Síria”.
 

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