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Síria/Conflitos

Rebeldes deixam Homs, berço da revolução síria

Forças de Damasco tomam o controle da cidade de Homs, totalmente destruída após mais de três anos de guerra.
Forças de Damasco tomam o controle da cidade de Homs, totalmente destruída após mais de três anos de guerra. REUTERS/Khaled al-Hariri

As forças de Damasco se preparam para retomar o poder na cidade de Homs, conhecida como o "berço da revolução síria". Praticamente todos os rebeldes já deixaram o local e os últimos grupos devem se retirar nesta sexta-feira (9). A operação, que faz parte de um acordo assinado entre o governo e os insurgentes, acontece três semanas antes das eleições presidenciais no país e é apontada como uma vitória simbólica de Bashar al-Assad.

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Situada no centro do país, Homs foi o ponto de partida da revolta lançada em 2011 contra o regime do presidente Bashar al-Assad e que resultou na morte de mais de 150 mil pessoas. Desde então, o centro histórico da terceira maior cidade da Síria era controlado pela oposição.

A retirada faz parte de um acordo negociado entre Damasco e os rebeldes com a mediação do Irã. Em troca da liberação da cidade, dezenas de prisioneiros detidos pela oposição foram soltos nas províncias de Aleppo e Latakia.

Os últimos ônibus com opositores chegaram a ser bloqueados na saída de Homs por um grupo de rebeldes que não fizeram parte do acordo. No entanto, as autoridades do governo consideram que a cidade já está liberada e que a evacuação total será finalizada nesta sexta-feira.

Mais de 2 mil pessoas morreram em Homs durante o período em que a cidade esteve sitiada, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Totalmente cercados pelas forças do governo há mais de um ano, os rebeldes já não tinham mais o que comer e corredores humanitários chegaram a ser criados para que mulheres, crianças e idosos pudessem deixar a região. 

A retomada do controle de Homs pelas as forças do governo é considerada uma vitória de Assad. Ela acontece três semanas antes das eleições presidenciais que devem reeleger o chefe de Estado. O pleito é visto pela maioria dos líderes ocidentais como um "farsa".

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