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Síria/eleição

Cartazes de Bashar Al-Assad marcam início de campanha eleitoral

Cartaz com a campanha de Bashar Al-Assad nas ruas de Damasco neste domingo 11 de maio.
Cartaz com a campanha de Bashar Al-Assad nas ruas de Damasco neste domingo 11 de maio. REUTERS/Khaled al-Hariri

A campanha para a eleição presidencial de 3 de junho teve início neste domingo na Síria, e está sendo marcada pela presença ostensiva de cartazes do presidente Bashar Al-Assad, que salvo surpresa, deverá ser o vencedor do pleito. A votação, que será realizada apenas em territórios controlados pelo regima é considerada uma "farsa" pelos opositores de Al-Assad.

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Três candidatos, entre eles Al-Assad, lançaram suas candidaturas para esta eleição. Teoricamente, esta será a primeira eleição presidencial em mais de 50 anos no país. Bashar e seu pai, Hafez, que dirigiu o país com mão de ferro entre 1970 e 2000, foram nomeados após referendos.

Em Damasco, dezenas de cartazes representando a bandeira síria com a palavra "juntos" escrita com letra de mão e a assinatura de Al-Assad, apareceram nos bairros mais seguros do centro da cidade. "Bashar Al-Assad, nossa única escola", pode ser lido em algumas bandeiras.

Apoio do líder do movimento xiita libanês

Em um jardim público próximo de uma importante rua comercial, foram pregados retratos de Bashar Al-Assad, de seu pai, Hafez e de Hassan Nasrallah, chefe do movimento xiita libanês  Hezbollah, aliado do regime de Damasco. Não longe dali, um painel oferecido "por cidadão sírios" afirma: "Não fecharemos o olho até que dissermos sim ao oftalmologista (a profissão de Bashar Al-Assad). Nós votaremos por você, 2014."

"Nosso Bashar, não aceitaremos outro presidente que não seja você, nós te escolhemos, você é nossa lealdade", é lido em outro cartaz. "Amamos você", está escrito dobrr uma foto do líder sírio.

Outros cartazes com a imagem de Hassan al-Nouri, um empresário de Damasco, apareceram nas ruas da capital pregando a "luta contra a corrupção", ao "multipartidarismo" e a volta "da classe média". A televisão oficial também divulgou propaganda eleitoral neste domingo. 

A votação, que deverá acontecer somente nos territórios controlados pelo regime, em um país devastado por três anos de um conflito violento, já está sendo qualificada de "farsa" pela oposição e pelos países ocidentais.

 

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