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Nigéria/violência

Presidente da Nigéria prolonga estado de emergência no norte do país

Mulheres fazem protestos na cidade nigeriana de Abuja, 12/05/14. População exige a libertação das meninas sequestradas
Mulheres fazem protestos na cidade nigeriana de Abuja, 12/05/14. População exige a libertação das meninas sequestradas REUTERS/Afolabi Sotunde

O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, pediu nesta terça-feira (13) que seja prolongado o estado de emergência no nordeste do país. Na região, apontada como refúgio de extremistas, os Estados Unidos fazem sobrevoos na tentativa de localizar as reféns do Boko Haram.

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Em vigor há um ano, o “estado de emergência” nos Estados de Adamawa, de Boro e de Yobe, no nordeste da Nigéria, expira nesta quarta-feira (15). Mas, em uma carta para o Senado, Goodluck Jonathan insistiu na necessidade de manter as medidas de segurança reforçada na região.

Aprovadas em maio do ano passado, as medidas determinam a instalação de um contingente de soldados e operações para bloquear os sinais de transmissão de telefones celulares. O objetivo é atrapalhar a atuação da seita islâmica radical Boko Haram na região.

Voos dos Estados Unidos

Desde segunda-feira, aviões espiões dos Estados Unidos realizam sobrevoos no norte da Nigéria. "Partilhamos imagens de satélites comerciais com os nigerianos e sobrevoamos, com pilotos, [operações] de espionagem e vigilância e de reconhecimento”, declarou um alto funcionário do governo americano. Todas as operações, destacou, são informadas às autoridades nigerianas.

Os especialistas americanos também analisam minuciosamente o vídeo divulgado pelo Boko Haram no qual jovens aparecem rezando com trajes muçulmanos. Segundo a seita, as adolescentes filmadas são as mesmas que foram raptadas há quase um mês no Estado de Boro. Hadiza Bala Usman, coordenadora nigeriana da campanha "Bring Back Our Girls" (devolvam nossas meninas) disse que “três familiares reconheceram meninas no vídeo”.

Impasse nas negociações

No vídeo, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, exige a libertação dos seus “irmãos de combate” em troca das meninas sequestradas. Mas ele fez a ressalva que apenas aquelas que “não se converteram ao Islã” serão libertadas.

O governo nigeriano, porém, disse que não aceita que os criminosos façam exigências. No sábado, o presidente francês, François Hollande, organiza, em Paris, uma conferência internacional sobre a Nigéria.

 

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