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Nigéria/Política

Presidente da Nigéria promete "guerra total" contra Boko Haram

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, durante coletiva sobre o sequestro de estudantes pelo grupo terrorista Boko Haram, em foto de 9 de maio de 2014.
O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, durante coletiva sobre o sequestro de estudantes pelo grupo terrorista Boko Haram, em foto de 9 de maio de 2014. REUTERS/Afolabi Sotunde/Files

O presidente nigeriano Goodluck Jonathan prometeu nesta quinta-feira (29) uma "guerra total" contra o grupo islâmico Boko Haram. O exército intensificou sua ofensiva no norte do país para libertar mais de 200 jovens estudantes sequestradas pelo grupo há mais de um mês.

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A promessa do presidente Goodluck Jonathan é feita no dia em que um novo ataque  deixou mais 35 mortos na fronteira com Camarões. Encapuzados, membros do grupo islâmico radical metralharam moradores das aldeias de Gumushi, Amuda e Arbokko e incendiaram suas casas.

"Estou determinado a proteger nossa democracia, nossa unidade nacional e nossa estabilidade política promovendo uma guerra total contra o terrorismo", declarou o presidente nigeriano durante discurso para comemorar o fim de 15 anos de ditadura militar no país mais populoso e com a economia mais dinâmica da África. "A unidade e a estabilidade de nosso país e a proteção das vidas e dos bens não são negociáveis", afirmou.

As eleições do dia 29 de maio de 1999 marcaram o fim de 16 anos de ditadura militar no país. Mas, a partir de 2009, à medida que a insurreição islâmica crescia no norte da Nigéria , provocando a morte de pelo menos duas mil pessoas, houve um recuo dos direitos humanos devido à repressão das forças de segurança.

Sequestro das jovens se tornou um escândalo mundial

O rapto de mais de 200 estudantes no dia 14 de abril em Chibok, no estado de Morno, provocou um escândalo mundial e projetou o movimento islâmico radical. O sequestro das jovens levou vários países, entre eles Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, China e Israel, a fornecer ajuda militar à Nigéria.

"Eu dei ordens para as nossas forças de segurança lançarem uma vasta operação para por fim à impunidade dos terroristas em nosso território", afirmou o presidente Jonathan. "Eu também autorizei as forças de segurança a utilizar todos os meios legais necessários para garantir que esse objetivo seja atingido. Eu prometo a vocês que a Nigéria se tornará um país seguro e que os bandidos serão punidos", afirmou.

O presidente nigeriano confirmou que o grupo islâmico Boko Haram é vinculado a organizações terroristas estrangeiras como a Al-Qaeda. Analistas estimam, no entanto, que a Nigéria não vai conseguir eliminar o extremismo islâmico no norte do país enquanto prevalecer o analfabetismo, a miséria e a corrupção que alimentam o movimento radical.

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