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Irã/nuclear

Irã e potências retomam negociações nucleares em Viena

Rodada de negociações nucleares entre EUA e Irã começa nesta quarta-feira no Palácio Cobug em Viena, Áustria.
Rodada de negociações nucleares entre EUA e Irã começa nesta quarta-feira no Palácio Cobug em Viena, Áustria. REUTERS/Heinz-Peter Bader

O Irã e as grandes potências iniciam nesta quarta-feira (2) uma nova rodada de negociações nucleares em Viena. O objetivo é obter um acordo até o dia 20 de jullho sobre o programa iraniano, em troca da suspensão das sanções internacionais contra a economia do país.

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Os países do grupo dos 5 + 1 (Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) pedem que o Irã não ‘’perca essa oportunidade histórica’’ de chegar a um acordo. Depois de dois meses de diálogo intenso, restam agora 15 dias para a obtenção de um consenso. As delegações chegaram nesta quarta-feira na capital austríaca.

Em um texto publicado no jornal francês Le Monde, o ministro das Relações Exteriores, Mohammed Javad Zarif, disse que o Irã não tem "nada a esconder" a respeito de seu programa nuclear, mas não vai "sacrificar" os avanços tecnológicos adquiridos pelo país. O título da coluna do chanceler iraniano dá uma prévia do tom das discussões: "Ocidentais, não percam a ocasião de negociar".

O ministro lembra os esforços feitos pelo país nos últimos dez anos e defende que o país, por questões "morais", "religiosas’’ e "estratégicas", não tem interesse em fabricar uma bomba atômica. O chanceler também tenta demonstrar que as sanções unilaterais e multilaterais não impediram o país de dar continuidade a um programa nuclear civil.

Ele ainda alerta as potências que os iranianos não renunciarão às pesquisas nucleares. O acordo fechado em novembro de 2013 prevê que as discussões sejam encerradas no dia 20 de julho. Ele também abre a possibilidade de uma prolongação do diálogo por seis meses.

Capacidade de enriquecimento de urânio

O maior ponto de divergência é a capacidade de enriquecimento de urânio que poderia ser mantida pelo Irã. Os ocidentais pretendem limitar o número de centrífugas. O chanceler francês, Laurent Fabius, julga ‘’aceitável’’ que Teerã conserve algumas centenas, do total de 20 mil que existem hoje. Segundo a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), metade está em funcionamento.

O Irã disse que modificará seus planos em relação ao reator em Arak, perto da capital, para garantir que não terá mais capacidade de produzir plutônio. Mas o governo do país se recusa a discutir seu programa de mísseis e argumenta que esta capacidade balística é uma questão de defesa nacional, e não de política nuclear.

Temos pouco tempo, diz secretário americano

"Temos pouco tempo", disse nesta terça-feira o secretário de Estado americano John Kerry nesta terça-feira (1°), ‘’e os Estados Unidos não aceitarão nenhuma prorrogação do prazo’’, declarou. ‘’O encontro em Viena oferece uma oportunidade ao Irã’’, insistiu. “Eles podem aceitar as medidas necessárias para tranquilizar o mundo sobre suas verdadeiras intenções”, disse Kerry em um texto publicado no jornal Washington Post. Segundo ele, “isso colocará um fim ao isolamento econômico e diplomático e melhorará as condições de vida da população.”

 

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