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Irã/ programa nuclear

Começa fase final de negociações sobre programa nuclear iraniano

Chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, e chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, aguardam início das negociações em Viena.
Chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, e chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, aguardam início das negociações em Viena. REUTERS/Heinz-Peter Bader

A fase final das negociações sobre o programa nuclear iraniano começou na manhã desta quinta-feira (3) em Viena, na Áustria. Os diálogos entre o Irã e as potências nucleares do grupo 5+1 (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia, além da convidada Alemanha) podem se prolongar até 20 de julho.

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A rodada é considerada por Washington como uma “chance histórica” para um acordo, enquanto Teerã diz que se trata de uma “ocasião única para entrar na história”. Ao chegar ao local da reunião, o chanceler britânico, William Hague, destacou que este é “um momento crucial nos esforços internacionais para resolver um dos desafios de política externa mais difíceis dos nossos tempos”.

O acordo que está sendo negociado visa a garantir que o Irã não vai tentar desenvolver uma bomba atômica. Em troca, as sanções internacionais que prejudicam severamente a economia do país serão suspensas.

O maior ponto de divergência é a capacidade de enriquecimento de urânio autorizada ao Irã. Os ocidentais pretendem limitar o número de centrífugas que o país pode ter acesso.
 

Negociadores ocidentais apostam que os debates serão prolongados, devido às divergências persistentes entre as partes. A data de 20 de julho marca a expiração de um acordo provisório assinado em novembro, mas teoricamente este prazo pode ser estendido. Os especialistas concordam que o êxito das negociações seria um passo importante para favorecer a estabilidade no Oriente Médio, profundamente abalada pelos conflitos na Síria e no Iraque.

Declarações

Ontem, em uma entrevista ao jornal francês Le Monde, o chanceler iraniano, Mohamad Javad Zarif, afirmou que a República Islâmica “não tem nada a esconder de seu programa nuclear”, mas "não liquidará os progressos tecnológicos" do país.

Por sua vez, o secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou no The Washington Post que as negociações "promovem uma escolha para os líderes do Irã”. “Eles podem aceitar dar os passos necessários para assegurar ao mundo que o programa nuclear de seu país será exclusivamente pacífico e não será utilizado para construir uma arma", escreveu Kerry.
 

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