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Irã/nuclear

Para guia iraniano, país precisa aumentar capacidade nuclear

A Central Nuclear de Rudeshur, no Irã.
A Central Nuclear de Rudeshur, no Irã. Wikipédia

O guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, declarou nesta segunda-feira (7) que o país deveria aumentar ‘’significativamente’’ sua capacidade nuclear. O objetivo, disse, é chegar a 190 mil centrífugas nos próximos anos. A declaração pode prejudicar as negociações sobre o programa nuclear iraniano, que acontecem em Viena.

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Segundo Khamenei, esse número de centrífugas será necessário para abastecer o país nos próximos cinco anos. Em um comunicado, ele explica que o acordo com as potências prevê uma capacidade de 10 mil centrífugas, do total de 19 mil já existentes no país.

Os negociadores iranianos têm até o dia 20 de julho para concluir um acordo definitivo com o grupo dos 5 +1, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia), mais a Alemanha.

Nesta nova rodada de negociações, os representantes devem ajustar os pontos discutidos durante a adoção do acordo provisório em 24 de novembro, que prevê uma diminuição das sanções unilaterais e multilaterais, se o Irã suspender a fabricação de material radioativo de alto teor.

Capacidade para enriquecer urânio cria impasse nas discussões

A capacidade do Irã em enriquecer urânio é o ponto mais polêmico e cria um impasse nas discussões. Para os iranianos, ela é fundamental para alimentar o parque reunindo suas centrais nucleares, que ainda será construído.

Mas as potências estimam que Teerã deve reduzir o número de centrífugas, o que impediria o país de obter a quantidade de combustível nuclear necessário para a fabricação de uma bomba atômica. O governo iraniano insiste que o programa é pacífico. Em 2006, quando a ONU aplicou as primeiras sanções, o país possuía apenas algumas centrífugas de modelos experimentais.

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