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Gaza/Diplomacia

Chefes da diplomacia pedem trégua duradoura em Gaza

Os chefes da diplomacia da França, Laurent Fabius (e) e dos Estados Unidos, John Kerry (d), se encontraram em Paris durante uma reunião internacional sobre o conflito na Faixa de Gaza.
Os chefes da diplomacia da França, Laurent Fabius (e) e dos Estados Unidos, John Kerry (d), se encontraram em Paris durante uma reunião internacional sobre o conflito na Faixa de Gaza. REUTERS/Gonzalo Fuentes

Os ministros das Relações Exteriores dos Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Alemanha, Catar e Turquia pediram que o cessar-fogo unilateral de 12 horas, adotado por Israel na Faixa de Gaza, seja prolongado por mais um dia. Reunidos em Paris na manhã deste sábado (26), os representantes da diplomacia querem associar a Autoridade Palestina nas discussões sobre a paz na região. 

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“Essa reunião foi positiva. Ela permitiu encontrar orientações comuns para a ação internacional em favor de um cessar-fogo em Gaza”, declarou o chanceler francês, Laurent Fabius, na saída do encontro em Paris. “Nós pedimos às partes envolvidas a prolongação do cessar-fogo humanitário atualmente em vigor”, completou o diplomata.

O representante de Paris propôs que a pausa do conflitos, que deve durar 12 horas, seja estendida por 24 horas, com a possibilidade de ser renovada. “Queremos um cessar-fogo perene, que responda às necessidades legítimas dos israelenses em termos de segurança, mas também aos pedidos legítimos dos palestinos em termos de acesso e de desenvolvimento socioeconômico”, completou o chanceler. Ele também ressaltou "a necessidade de associar a Autoridade Palestina" às discussões. Segundo fontes da diplomacia francesa, logo após o encontro Fabius telefonou para o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e para o chanceler egípcio. O Cairo vem tentando, sem sucesso, estabelecer o cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Fabius recebeu em Paris o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, os responsáveis da diplomacia do Reino Unido, Alemanha, Itália e um representante da União Europeia. Os chanceleres da Turquia e do Catar, dois países que apoiam o grupo palestino Hamas, também fizeram parte do encontro. Já os representantes de Israel e da Palestina não participaram da reunião.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, disse pouco antes do início das discussões que o encontro não tinha como objetivo “encontrar os responsáveis por essa nova escalada” de violência, e sim “chegar a uma posição comum para cessar as mortes”.

Cerca de mil palestinos mortos

Na noite de sexta-feira para sábado, poucas horas antes do início do cessar-fogo unilateral, 20 pessoas, entre elas 11 crianças, foram mortas vítimas de um bombardeio israelense em Khan Younès, no sul da Faixa de Gaza.

Pelo menos 985 palestinos, a maioria civis, foram mortos e outros 6 mil ficaram feridos desde o início da ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, no dia 8 de julho. Do lado israelense, 37 soldados foram mortos nos combates e dois civis foram alvo de foguetes palestinos.

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