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África/Ebola

Esforços para controlar avanço do Ebola não surtem efeito, diz OMS

A epidemia do Ebola já deixou 729 mortos na África
A epidemia do Ebola já deixou 729 mortos na África REUTERS/Samaritan's Purse

Os esforços internacionais contra a epidemia de Ebola não estão sendo eficazes para controlar o avanço da doença. A declaração foi dada nesta sexta-feira (1) pela diretora-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Margaret Chan. Segundo ela, o vírus conseguiu "driblar" os governos dos países atingidos, apesar dos esforços consideráveis.

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A diretora da Organização se encontrou nesta sexta-feira em Conacri os presidentes da Guiné, da Libéria, de Serra Leoa e a ministra da Saúde da Costa do Marfim e lançou um alerta: se a epidemia continuar a evoluir, os efeitos podem ser catastróficos em termos humanos, sem contar o caos sócio econômico e as consequências em nível mundial se o vírus chegar a outros países.

"Os países atingidos fizeram esforços e tomaram medidas extraordinárias. Mas as necessidades criadas pelo Ebola no oeste da África ultrapassam nossas capacidades de reação", disse a diretora. "Apesar da ausência de vacina ou de terapia, podemos colocar um fim às epidemias do vírus."

A Serra Leoa declarou nesta quinta-feira estado de emergência sanitária diante da gravidade da epidemia, que já deixou 729 mortos desde fevereiro. Em um comunicado, o presidente do país, Ernest Bai Koroma, anunciou que mobilizará as forças de segurança para isolar os focos de infecção do vírus mortal.

Os membros da OMS se reúnem nos próximos dias 6 e 7 para discutir uma nova estratégia de combate ao vírus.

Na Libéria, governo coloca funcionários de férias

Na Libéria, o governo decretou na quarta-feira à noite o fechamento das escolas e pretende colocar em quarentena as comunidades mais atingidas pela epidemia. Os funcionários públicos do país que trabalham em setores não-essenciais foram colocados de férias, para evitar a disseminação do vírus.

A OMS também anunciou um plano de US$ 100 milhões para combater essa epidemia “sem precedentes’’. Os sintomas da doença, quase sempre mortal, são febre, fraqueza intensa, vômitos, diarréias e em alguns casos, hemorragias.
 

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