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França/Alemanha

Presidente francês pede cessar-fogo em Gaza na cerimônia dos 100 anos da 1ª Guerra Mundial

Os presidentes Joachim Gauck e François Hollande na cripta do Monumento de Hartmannswillerkopf, neste domingo
Os presidentes Joachim Gauck e François Hollande na cripta do Monumento de Hartmannswillerkopf, neste domingo REUTERS/Thibault Camus

Respondendo às críticas sobre a posição francesa na ofensiva em Gaza, o presidente francês fez um apelo neste domingo (3) por um cessar-fogo na região. A declaração foi feita em um discurso nas comemorações dos 100 anos da 1ª Guerra Mundial, em Hartmannswillerkopf, na Alsácia, onde ocorreram os primeiros combates em 1914.

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O chefe de estado francês participou neste domingo da cerimônia ao lado do presidente alemão Joachim Gauck. "Todos nossos esforços devem ser feitos, hoje mais do que nunca, para obter esse cessar-fogo e acabar com o sofrimento dos civis", disse Hollande.A França foi criticada pelo voto de abstenção no Conselho de Direitos Humanos da ONU no dia 23 de julho, que aprovou uma resolução condenando a ofensiva israelense.

Durante seu discurso, o presidente citou o exemplo da França e da Alemanha para obter a paz no Oriente Médio."A história da França e da Alemanha demonstram que a vontade pode sempre triunfar contra o fatalismo. Povos que são vistos como inimigos ‘hereditários’ podem se reconciliar", ressaltou o presidente francês.

Durante a cerimônia deste domingo, cem anos depois da declaração de guerra da Alemanha à França, ele lembrou que os dois países tiveram a ‘audácia’ de se reconciliarem. Esta foi a única maneira, disse Hollande, de honrar os mortos e oferecer aos vivos "uma garantia de paz."

O presidente alemão aproveitou a ocasião para lembrar que a "Europa é um projeto difícil", mas que os ancestrais que combateram em Hartmannswillerkopf, Marne ou Verdun, "teriam ficado satisfeitos de saber que superamos nossas dificuldades."

Os dois presidentes também assinaram uma declaração comum durante o lançamento da pedra fundamental do museu franco-alemão de Hartmannswillerkopf, a primeira instituiçéao binacional dedicada à 1ª Guerra.

Segundo o texto da declaração, o museu será um um "emblema da amizade entre a França e a Alemanha e um símbolo de reconciliação." Os dois presidentes também se recolheram diante da cripta do monumento onde estão enterradas as cinzas de 12 mil soldados franceses e alemães.

Em 2013, presidente alemão visitou Oradour-sur-Glane

A França e a Alemanha deixaram definitivamente os dramas históricos para trás. Em 4 de setembro de 2013, os dois chefes de estado já haviam estado nas ruínas da cidade Oradour-sur-Glane, no centro do país, palco do maior massacre nazista perpretado durante a ocupação.

Pelo menos 642 habitantes foram assassinados pela divisão da SS "Das Reich", no dia 10 de junho. Desde então, nenhum dirigente alemão tinha estado no local.
 

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