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Israel/Palestina

Israel e Hamas aceitam novo cessar-fogo de 72 horas em Gaza

A nova trégua, de 72 horas, que começa na manhã desta terça-feira na Faixa de Gaza, foi negociada pelo Egito.
A nova trégua, de 72 horas, que começa na manhã desta terça-feira na Faixa de Gaza, foi negociada pelo Egito. REUTERS/Baz Ratner

O Egito apresentou uma proposta de cessar-fogo entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza a partir das 8h da manhã desta terça-feira (horário local). O projeto de pausa, que foi aceito por Israel e pelo Hamas, deve durar 72 horas. Diante do fracasso das inúmeras tentativas de trégua, o presidente francês, François Hollande, disse que os europeus, junto com as Nações Unidas, "devem agir" para colocar fim no conflito que já matou mais de 1850 palestinos e 67 israelenses.

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Os israelenses foram os primeiros a aceitar a proposta de cessar-fogo enviada na noite desta segunda-feira (4) pelo Egito, negociador tradicional entre Israel e o Hamas. Logo em seguida o grupo palestino confirmou, por meio de seu porta-voz, Sami Abou Zouhri, que respeitará a trégua de três dias.

O anúncio de cessar-fogo, que entra em vigor a partir da 8h da manhã no horário local (2h em Brasília), é feito pouco depois do fracasso e mais uma tentativa de trégua, que deveria ter durado sete horas, nesta segunda-feira. Mas a promessa de interrupção dos confrontos por razão humanitária foi rompida logo pela manhã, quando cerca de 30 palestinos, entre eles uma criança, foram mortos vítimas de um míssil israelense. Já o Estado hebreu acusa o Hamas de ter lançado pelo menos quatro foguetes no território israelense durante a trégua.

No final do dia, antes do acordo egípcio de um novo cessar-fogo, o porta-voz do exército israelense, Moti Almoz, declarou que ofensiva do Estado hebreu deveria continuar. “Nós não vamos partir. Vamos ficar na Faixa de Gaza, pois ainda há muitas missões a serem terminadas”, disse o representante das Forças Armadas. Já o premiê israelense Benjamin Netanyahu disse, também nesta segunda-feira, que as operações em Gaza terminarão apenas "quando os cidadãos de Israel encontrarem novamente a calma e a segurança".

Mais de 1850 palestinos morreram no enclave desde o início da ofensiva lançada por Israel no dia 8 de julho. Do lado israelense 64 soldados e três civis morreram.

França diz que europeus devem agir

Paris tem se mostrado cada vez mais crítica quando à postura da comunidade europeia no conflito na Faixa de Gaza. Durante a cerimônia de aniversário dos 100 anos da invasão da Bélgica pelas tropas alemãs, na cidade belga de Liège, o presidente francês, François Hollande, pediu mais ação da parte da comunidade internacional. “Como podemos nos manter neutros quando, em Gaza, um conflito assassino dura há quase um mês? Nós não podemos continuar neutros. Há uma obrigação de agir, e é a Europa quem deve, junto com as Nações Unidas, assumir as responsabilidades”, disse o chefe de Estado.

O discurso do presidente foi feito pouco depois de o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, declarar que uma "solução política" entre os israelenses e os palestinos "deve ser imposta" pela comunidade internacional.

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