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Violência/Estado Islâmico

Líderes europeus reagem ao vídeo que mostra decapitação de repórter

Imagem retirada do vídeo dos extremistas do Estado Islâmico, antes da suposta decapitação do jornalista norte-americano James Foley.
Imagem retirada do vídeo dos extremistas do Estado Islâmico, antes da suposta decapitação do jornalista norte-americano James Foley. REUTERS/Social Media Website via REUTERS TV

Algumas horas depois da divulgação de um vídeo onde o jornalista norte-americano James Foley é decapitado por extremistas do grupo Estado Islâmico, a comunidade internacional começou a condenar o incidente nesta quarta-feira (20). A Casa Branca, confirmou a autenticidade das imagens e a morte do jornalista no início desta noite.

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Na terça-feira, o Estado Islâmico divulgou um vídeo na internet, intitulado “Mensagem à América”, que mostra um homem mascarado em uma zona desértica não identificada degolando o jornalista James Foley, sequestrado em novembro de 2012 na Síria. No mesmo material, outro repórter norte-americano, Steven Sotloff, é ameaçado de morte, caso os Estados Unidos não anunciem o fim dos bombardeios no norte do Iraque.

A decapitação do jornalista norte-americano James Foley pelos jihadistas é uma “barbárie”, um “assassinato ignóbil”, classificou o porta-voz do governo francês, Stéphane Le Foll.

O chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, também expressou sua indignação, dizendo que a morte do jornalista mostra “a verdadeira face desse califado”. “O assassinato pede a condenação da comunidade internacional e reforça a nossa determinação de lutar contra o Estado Islâmico”, afirmou.

A chanceler alemã, Angela Merkel, se disse “abalada” com as imagens da decapitação do jornalista, que classificou como “repugnante”. Através de seu porta-voz Steffen Seibert, Merkel declarou que o assassinato mostra que o Estado Islâmico “não tem nada a oferecer, além do horror e do fanatismo”.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou nesta manhã que antecipou o retorno das férias devido às ameaças do Estado Islâmico. Ele deve voltar ainda hoje para Londres a fim de discutir com o ministro das Relações Exteriores, Philip Hammond, com integrantes do ministério do Interior e com os serviços de segurança britânicos sobre a crise no Iraque.

Já a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) classificou o Estado Islâmico como uma “indústria ensanguentada de reféns”. “James Foley não trabalhava para o governo norte-americano, ele era um repórter experiente que tinha como único interesse a informação. Exprimimos nossas condolências a sua família e amigos”, declarou a ONG em um comunicado.

Apelo aos extremistas

Nesta manhã, a mãe do jornalista, Diane Foley, escreveu em sua página no Facebook que o seu filho sacrificou a vida para mostrar ao mundo o sofrimento do povo sírio e fez um apelo pela vida de outras vítimas do Estado Islâmico. “Imploramos para que os sequestradores poupem a vida de outros reféns. Como James, eles são inocentes e não têm nenhum poder sobre a política do governo norte-americano no Iraque, na Síria ou em qualquer outra parte do mundo”, publicou.

“Nunca estivemos tão orgulhosos de nosso filho”, escreveu Diane Foley. “Agradecemos ‘Jim’ por toda a alegria que ele nos deu. Ele foi um filho, um irmão, um jornalista e uma pessoa extraordinária”, completou a mãe do repórter.

James Foley, de 40 anos, cobriu o conflito na Líbia antes de começar a trabalhar na Síria, onde uma rebelião luta, há mais de três anos, contra o regime do presidente Bashar al-Assad. O experiente repórter produziu material para o site norte-americano de notícias, GlobalPost, e para a agência France Presse (AFP), entre outros.

Jornalistas reféns

Três jornalistas estrangeiros, entre eles o repórter norte-americano Steven Sotloff, também ameaçado de morte no vídeo em que Foley é supostamente decapitado, continuam sob a tutela de grupos extremistas na Síria. A Repórteres Sem Fronteiras diz não ter mais notícias de outros quatro profissionais da mídia internacional no país. Cerca de vinte jornalistas sírios são reféns de grupos radicais islâmicos.

Desde 2011, quando o conflito sírio começou, 39 jornalistas foram mortos no país exercendo suas funções, entre eles, 12 estrangeiros.
 

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