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Iraque/Violência

Jihadistas lançam ataque para tomar maior refinaria do Iraque

Combatentes xiitas leais ao clérigo Moqtada al-Sadr fazem treinamento para lutar contra os jihadistas do Estado Islâmico.
Combatentes xiitas leais ao clérigo Moqtada al-Sadr fazem treinamento para lutar contra os jihadistas do Estado Islâmico. Foto: Reuters

Os jihadistas do Estado Islâmico anunciaram neste domingo (24) terem lançado uma nova ofensiva  para conquistar a principal refinaria do Iraque. No plano diplomático, uma mobilização internacional se intensifica para conter o avanço do grupo islâmico radical implantado nos territórios iraquiano e sírio.

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Enquanto as forças curdas e iraquianas tentam, com dificuldade, combater os jihadistas e expulsá-los das regiões conquistadas desde o início de sua ofensiva, em 9 de junho, o Estado Islâmico lançou na noite deste sábado (23) um novo ataque para tomar a refinaria de Baiji, a maior do Iraque, distante 200 km ao norte de Bagdá. Os combates continuam neste domingo.

E um novo balanço da onda de atentados registrados no sábado no Iraque indica que eles resultaram em 37 mortos e mais de 150 feridos. Em Bagdá, o governo tenta acalmar as tensões interreligiosas que aumentaram após o atentado da sexta-feira contra uma mesquita sunita que deixou 70 mortos. O primeiro-ministro iraquiano, Haidar al-Abadi, fez um apelo para os cidadãos do país " se unirem para impedir que os inimigos do Iraque provoquem problemas".

Americanos querem combater jihadistas no Iraque e na Síria

Neste sábado, os Estados Unidos expressaram sua determinação em prosseguir com os bombardeios visando o Estado Islâmico no Iraque e também ameaçaram estender os ataques contra os radicais no território sírio. No norte do Iraque, o exército americano já contabilizou mais de 90 bombardeios aéreos contra os jihadistas desde o início da ofensiva, em 8 de agosto.

Depois da execução sumária do jornalista americano James Foley, cujas imagens da decapitação divulgadas pelo Exército Islâmico provocaram uma onda de indignação mundial, os Estados Unidos endurecerem sua postura no combate aos jihadistas e prometeram uma "resposta firme" ao que qualificou de "ataque terrorista".

Países árabes se mobilizam contra Estado Islâmico

Sinal da preocupação crescente do mundo árabe com os radicais islâmicos, os ministros das Relações Exteriores do Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e do Catar se reuniram neste domingo em Jeddah para discutir o avanço do Exército Islâmico. Enquanto isso, o chefe da diplomacia iraniana, Mohammad Javad Zarif, iniciou neste domingo uma visita de dois dias ao Iraque, país vizinho e aliado no combate aos jihadistas.

Teerã começou a dialogar com potências europeias para lutar contra o Exército Islâmico, mas descartou qualquer cooperação militar com os Estados Unidos, inimigo histórico do regime iraniano.

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