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Anistia/Iraque

Estado Islâmico comete crimes de guerra e limpeza étnica, diz Anistia

Combatente de uma milícia xiita durante confronto com radicais do Estado Islâmico.
Combatente de uma milícia xiita durante confronto com radicais do Estado Islâmico. REUTERS/Youssef Boudlal

O Estado Islâmico faz uma "campanha sistemática de limpeza étnica" no norte do Iraque, afirma a Anistia Internacional em um relatório divulgado nesta terça-feira (2). No documento, a ONG de direitos humanos também denuncia que o movimento está promovendo "execuções em massa".

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Citando testemunhos "horríveis" de sobreviventes, a Anistia Internacional acusa os jihadistas de "crimes de guerra, especialmente execuções sumárias em massa e sequestro" visando "sistematicamente" as minorias do norte iraquiano, especialmente cristãos, turcomanos xiitas e os yazidis.

O Estado Islâmico, também presente na Síria, lançou no dia 9 de junho uma vasta ofensiva no Iraque que levou o movimento radical a conquistar muitos territórios.

No dia 25 de agosto, a Alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, já havia acusado os jihadistas de promover "uma limpeza étnica e religiosa" no norte do Iraque.

No relatório intitulado "Limpeza étnica de proporções históricas", a Anistia afirma ter "provas" de que vários "massacres em massa" aconteceram em agosto na região de Sinjar, onde vivia uma comunidade de yazidis, uma minoria de curdos não muçulmana.

Testemunhos da agonia

Segundo os depoimentos, dezenas de homens e meninos foram amontoados em pick-ups antes de serem executados fora de seus vilarejos.

O Estado Islâmico "transformou as zonas rurais de Sinjar em campos de morte em sua campanha brutal visando eliminar qualquer traço de não-árabes e de muçulmanos não-sunitas", denuncia a Anistia. Segundo a ONG , dois dos ataques mais violentos aconteceram entre 3 e 15 de agosto nos vilarejos de Qniyeh e Kocho, onde o número de vítimas se conta por "centenas".

Salem, um dos sobreviventes citados no relatório, contou ter ficado escondido durante doze dias antes de conseguir fugir. No período, ele disse ter ouvido a agonia de muitas vítimas do massacre.

Said, atingido por cinco tiros, escapou por pouco da morte, o que não aconteceu com sete de seus irmãos. "Centenas, ou talvez milhares" de mulheres e crianças da minoria yazidi também foram sequestradas pelo Estado Islâmico, e " milhares de pessoas aterrorizadas" fugiram, de acordo com a Anistia.

 

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