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Hong Kong/Protestos

Críticos a protestos desmontam barricadas de manifestantes

Críticos a protestos desmontam barricadas em Hong Kong.
Críticos a protestos desmontam barricadas em Hong Kong. REUTERS/Bobby Yip

Centenas de pessoas, algumas usando máscaras, desmantelaram nesta segunda-feira (13) barricadas que os manifestantes pró-democracia haviam erguido no centro financeiro. Autoridades policiais também participaram de uma operação com o objetivo de liberar a circulação de carros nas ruas ocupadas pelos estudantes.

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Os militantes pró-democracia de Hong Kong enfrentam novos momentos de tensão. A polícia de Hong Kong começou a retirar na manhã desta segunda-feira (pelo horário local) barricadas erguidas há mais de quinze dias no centro da cidade pelos manifestantes pró-democracia. Em comunicado, a polícia afirmou que não “evacuou os manifestantes” e que não houve incidentes.

Dever de casa em dia. Estudantes reconstroem sala de aula em plena ocupação em frente à sede do governo, em Admiralty, Hong Kong.
Dever de casa em dia. Estudantes reconstroem sala de aula em plena ocupação em frente à sede do governo, em Admiralty, Hong Kong. L. DUARTE

Em frente à sede do governo de Hong Kong, a situação é calma, mas incidentes entre grupos pró-democracia e moradores descontentes com o movimento foram registrados ao longo do dia. Os manifestantes afirmam que, entre as pessoas contrárias aos protestos, há membros da máfia chinesa, taxistas e caminhoneiros. O grupo chegou determinado a desmontar as barreiras montadas pelos estudantes, o que acabou gerando conflitos de deixando feridos leves.

"Esses indivíduos pareciam bandidos e atacaram os manifestantes. Um deles agrediu um homem na cabeça”, disse a estudante Winnie Locke, 20, que participa do movimento democrático Occupy Central.

Apesar da intervenção da polícia, alguns manifestantes voltaram construir as barricadas no distrito financeiro de Hong Kong, relata a correspondente da RFI em Hong Kong, Luiza Duarte.

Liderados por movimentos estudantis, o participantes da “Revolução dos Guarda-Chuvas” exigem o direito  de eleger, sem interferência do governo chinês, seu próprio chefe executivo nas eleições de 2017. Eles também exigem a renúncia do líder do poder executivo local, Leung Chun-Ying. Leung Chun-Ying, porém, descartou qualquer possibilidade de deixar o cargo.

Luiza Duarte, correspondente da RFI na China.

 

 

 

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