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Nigéria/sequestro

Nigéria conclui acordo com extremistas do Boko Haram para libertar 200 estudantes

Protestos pedindo a libertação das estudantes sequestradas em Chibok pelo grupo Boko Haram. Maio 2014.
Protestos pedindo a libertação das estudantes sequestradas em Chibok pelo grupo Boko Haram. Maio 2014. Reuters/Akintunde Akinleye

O governo da Nigéria concluiu um acordo neste sexta-feira (17) com o grupo islâmico Boko Haram, que prevê um cessar-fogo e a liberação de mais de 200 estudantes de 12 a 17 anos sequestradas em abril. O rapto das garotas gerou uma campanha mundial na Internet, com a hashtag #BringBackOurGirls.

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A negociação foi confirmada pelo chefe das forças armadas nigerianas, Alex Badeh. Paralelamente, o primeiro secretário da presidência, Hassan Tukur, afirmou que um outro acordo havia sido concluído com o grupo islâmico para colocar um fim à violência. Ele prevê a liberação das 219 meninas sequestradas no dia 14 de abril em uma escola em Chibok, em Borno, no nordeste do país.

A cidade é um reduto do Boko Haram. No dia do sequestro, os extremistas obrigaram as meninas a subirem nos caminhões do grupo. Dezenas de adolescentes conseguiram escapar. O secretário representou o governo nigeriano nos dois encontros que aconteceram no Tchad, sob a mediação do presidente Idriss Deby.

Ele afirma que os extremistas aceitaram libertar as garotas, mas, concretamente, a maneira como elas serão entregues ao governo não foi especificada. O anúncio também foi recebido com cautela por alguns membros do governo. Isso porque o presidente Goodluck Jonathan pretende anunciar sua candidatura à reeleição em fevereiro de 2015, e as questões de segurança estão no centro dos debates.

Outro mistério envolve o mediador das negociações, Danladi Ahmadu, desconhecido do maior especialista em Boko Haram da Nigéria, Shehu Sani. Ele já negociou diversas vezes com os extremistas e garante nunca ter ouvido falar de Ahmadu.

107 extremistas morrem em combates

Oito soldados camaronenses e 107 membros do grupo Boko Haram morreram nesta sexta-feira em combates no extremo norte do país, de acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério camaronês da Defesa. Segundo as autoridades, o movimento está cada vez mais presente no norte e várias tropas vêm sendo enviadas pelo governo ao setor, com o apoio da comunidade internacional.
 

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