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Síria/Al Qaeda

EUA teriam matado jihadista francês especialista na fabricação de bombas

Um drone americano modelo Predator utilizado nos bombardeios na Síria.
Um drone americano modelo Predator utilizado nos bombardeios na Síria. US Army

Os Estados Unidos acreditam ter matado um jihadista francês suspeito de planejar atentados terroristas na Europa. O bretão David Daoud Drugeon, convertido ao Islã, fabricava bombas para o grupo extremista Khorasan, ligado à Frente Al-Nusra, braço da Al Qaeda na Síria. Sua experiência no manuseio de explosivos era reconhecida por especialistas.

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O francês de 24 anos teria morrido de quarta para quinta-feira (6) na província síria de Idlib (noroeste), em um bombardeio da coalizão internacional criada para combater o grupo Estado Islâmico (EI). Drugeon é considerado um fabricante de explosivos muito experiente, de acordo com especialistas.

Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que monitora a guerra civil síria, vários jihadistas da Frente Al-Nusra foram mortos pela força aérea americana, assim como duas crianças. Esta foi a segunda vez que a coalizão internacional visou os dois grupos ultrarradicais sírios desde o início das operações contra o EI. A Frente Al-Nusra confirmou os bombardeios em sua conta no Twitter, indicando que os disparos "deixaram vários mortos, a maioria civis".

O Comando Central de Controle dos EUA (Centcom) afirmou que os ataques com drones a cinco alvos do Khorasan "resultaram nos efeitos desejados de atingir terroristas".

Na semana passada, a Frente Al-Nusra tinha imposto uma derrota à coalizão ao tomar áreas de Idlib das mãos de Jamal Maarouf, líder rebelde apoiado pelo Ocidente e chefe da Frente dos Revolucionários da Síria, atuante no norte do país. Os jihadistas confiscaram armas e ocuparam posições do Movimento Hazzm Movement, que também recebe ajuda ocidental e árabe.

Enquanto as atenções estão voltadas ao combate dos jihadistas, o exército do presidente Bashar al-Assad aproveita para reconquistar porções do território perdidas para os insurgentes. Barris de explosivos lançados por helicópteros do exército em um bairro rebelde de Aleppo (norte) mataram ontem 12 civis. Entre os mortos havia mulheres e crianças.

Obama pede US$ 3,2 bi para combater jihadistas

O presidente americano, Barack Obama, se reúne hoje na Casa Branca com os líderes dos partidos democrata e republicano, três dias após sua derrota nas urnas. Ele vai pedir ao Congresso, agora de maioria republicana, mais US$ 3,2 bilhões para financiar a luta contra os terroristas do EI no Iraque e na Síria. Obama advertiu esta semana que a ofensiva aérea contra os jihadistas pode ser mais longa que seu mandato presidencial e se prolongar até 2017.

O regime sírio, prevendo que a ofensiva americana vá cedo ou tarde atingir zonas de controle governamental, pediu à Rússia para acelerar a entrega de mísseis antiaéreos S-300, indicou o chefe da diplomacia síria, Walid Moallem.

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