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EI/Terrorismo

Grupo Estado Islâmico diz ter decapitado americano Peter Kassig

Peter Kassig, ex-refém americano do grupo Estado Islâmico.
Peter Kassig, ex-refém americano do grupo Estado Islâmico. DR

O grupo ultrarradical Estado Islâmico (EI) reivindicou neste domingo (16), em um vídeo postado em um site islâmico na internet, a decapitação do refém Peter Kassig, sequestrado em 2013, na Síria.Ex-soldado americano no Iraque, Kassig tinha se convertido ao Islamismo e à ação humanitária.

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O vídeo mostra um homem mascarado, de pé e ao lado de uma cabeça decapitada, afirmando ter executado o americano. A veracidade das imagens não pode ser verificada imediatamente. "É Peter Edward Kassig, um cidadão americano de seu país", afirma o homem que tem um sotaque britânico.

Ele vincula a execução do refém ao envio de conselheiros americanos para ajudar as tropas iraquianas na guerra contra o grupo Estado Islâmico. Ainda não é possível identificar se o homem é "Jihad John", o suposto assassino dos jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff, executados anteriormente.

No mesmo vídeo, que dura cerca de quinze minutos, os combatentes do EI são vistos se preparando para decapitar uma dezena de homens apresentados como soldados do regime de Bashar al-Assad. O movimento já reivindicou a execução de outros quatro reféns ocidentais.

Refém é ex-soldado convertido ao Islã

Aos 26 anos, Peter Kassig, ex-soldado no Iraque, se converteu ao Islã, adotou o nome de Abdul-Rahmane, e fundou em 2012 a organização humanitária "Special Emergency Response and Assistance" (Sera), depois de ter deixado o exército dos Estados Unidos.

Ele apareceu em um vídeo exibido no dia 3 de outubro, mostrando a decapitação de um outro refém do grupo, o britânico Alan Henning, no qual jihadistas ameaçavam matá-lo como represália aos ataques dos Estados Unidos no Iraque e na Síria.

Kassig é o terceiro refém americano decapitado pelo grupo Estado Islâmico, depois de Foley e Sotloff. Outros dois britânicos, Alan Henning e David Haines, também foram executados da mesma forma. Todos eles foram sequestrados na Síria.

Acusado pela ONU de crimes contra a humanidade, o grupo Estado Islâmico é considerado responsável por verdadeiras atrocidades em diversas regiões conquistadas pelo movimento na Síria e no Iraque, entre elas, execuções, sequestros, estupros e limpeza étnica.

Reações

Os pais do ex-refém, Ed e Paula Kassig, disseram em um comunicado publicado neste domingo que aguardam a confirmação oficial das autoridades americanas. "Estamos conscientes das informações que circulam sobre nosso filho querido e aguardamos a confirmação pelo governo (...) da autenticidade dessas informações", diz o documento.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, denunciou neste domingo o anúncio dos jihadistas como "um novo ato de barbárie".

O premiê britânico, David Cameron, disse ter ficado "horrorizado" pelo assassinato “a sangue frio” do refém Peter Kassig. "O grupo Estado Islâmico mostrou mais uma vez toda sua perversidade. Meus pensamentos vão para sua família", completou.
 

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