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Terrorismo/EI

Avião da coalizão contra grupo EI cai na Síria e piloto é capturado

Um piloto da Força Aérea jordaniana fotografado em 12 de maio de 2014.
Um piloto da Força Aérea jordaniana fotografado em 12 de maio de 2014. AFP PHOTO HANDOUT-US AIR FORCE / SSGT Brigitte N. Brantley

Os jihadistas afirmam ter abatido nesta quarta-feira (24), na Síria, um avião da coalizão internacional que combate o grupo Estado Islâmico (EI). O piloto jordaniano sobreviveu à queda do aparelho e foi capturado.  

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Os extremistas capturaram o piloto Maaz al-Kassabeh, um sub-tenente de 26 anos que sobreviveu à queda do aparelho, provavelmente um F-16.

A Jordânia confirmou que um de seus aviões "caiu" durante uma "missão militar de vários aviões da Força Aérea contra bases da organização terrorista Estado Islâmico na região síria de Raqa".

Fotos publicadas na Internet

O braço do grupo EI em Raqa, considerada a "capital" dos jihadistas que controlam parte dos territórios do Iraque e da Síria, publicou nos sites de radicais islâmicos fotos mostrando os combatentes ao redor do piloto capturado.

Uma delas mostra o jordaniano vestido apenas com uma camiseta branca, levado por quatro homens. Em outra, o piloto está cercado por dezenas de homens armados.

Na foto distribuída, o EI indica ter usado um míssil terra-ar equipado com um detector infravermelho que pode se acoplar a uma fonte de calor, no caso, o reator do avião. O diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahmane, disse que o aparelho foi abatido provavelmente por um "míssil terra-ar de fabricação russa, tomado dos rebeldes".

Eliot Higgin, especialista em armas utilizadas no conflito, afirma que os jihadistas do grupo Estado Islâmico possuem mísseis de fabricação russa e chinesa. O mais usado seria o modelo Sam-7 russo, que pode ser utilizado nos ombros.

Rei da Jordânia quer trazer piloto de volta com vida

Segundo o site jordaniano Saraya, o piloto capturado é recém-casado e foi formado pela Força Aérea Rei Hussein. O pai dele foi informado de que o rei Abdallah II acompanha atentamente os esforços para salvar a vida de Maaz al-Kassabeh.

Um militante presente em Raqa disse à agência AFP pela internet que os jihadistas estão divididos quanto ao futuro do refém. A decisão, segundo essa fonte, será tomada pelo Conselho consultativo, que representa todas as nacionalidades do grupo.

A perda do avião militar acontece três meses após o início dos ataques da coalizão na Síria e pouco mais de um mês após os bombardeios contra o grupo EI no Iraque.

Os Estados Unidos, que lideram a coalizão internacional, realizaram 85% dos ataques em território sírio. Segundo o OSDH, os bombardeios mataram mais de mil jihadistas e permitiram a retirada dos extremistas radicais da cidade de Kobane, no norte.

Além dos Estados Unidos, a Jordânia, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein participam dos ataques na Síria. Austrália, Bélgica, Grã-Bretanha, Canadá, Dinamarca, França e Holanda contribuem com os bombardeios aéreos no Iraque.

 

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