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Natal

Violência na Palestina reduz número de peregrinos que visitam Belém durante o Natal

Fiéis celebram o Natal em frente à Basílica da Natividade, em Belém.
Fiéis celebram o Natal em frente à Basílica da Natividade, em Belém. REUTERS/Ammar Awad

Milhões de fiéis pelo mundo começaram a celebrar o Natal nesta quarta-feira (24), mas os cristãos do Oriente Médio festejarão o nascimento de Cristo em um contexto de forte violência. Em Gaza, um ataque de Israel matou um integrante do Hamas, e a presença de peregrinos em Belém, na Cisjordânia, é menor do que a habitual. Na África, Serra Leoa e Nigéria restringiram comemorações por causa do Ebola e do terrorismo.

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Em Roma, o Papa Francisco telefonou a refugiados iraquianos do Curdistão com mensagens de paz. “Caros irmãos, estou próximo de vocês, com todo meu coração. Deus lhes dá seu carinho e ternura”, disse o pontífice. Este Natal será particularmente difícil para os 150 mil cristãos removidos do Iraque. Na terça-feira, o Papa havia exprimido sua inquietação diante da fuga de cristãos do Oriente Médio, expulsos por conflitos cada vez mais sangrentos, principalmente na Síria e no Iraque.

Em Belém, local em que nasceu Cristo, segundo a tradição, bandas de música escoltaram, ao som de gaitas e tambores, a procissão liderada pelo Patriarca Latino de Jerusalém, Fouad Twal, a maior autoridade católica romana na Terra Santa. O cortejo se dirigiu à Basílica da Natividade, que este ano recebeu menos peregrinos, segundo informações do correspondente da RFI na Cisjordânia. As festividades de 2014 foram manchadas pela nova onda de violência na Faixa de Gaza, local que, durante o verão europeu, foi palco de um conflito que deixou 2,3 mil mortos.

Militante do Hamas morto

Nesta quarta-feira, a aviação israelense conduziu um ataque na fronteira com Gaza, matando um ativista do braço armado do Hamas, após receber tiros do lado palestino contra suas patrulhas.

O clima de tensão que já dura meses causou a fuga dos peregrinos estrangeiros, segundo profissionais de turismo de Belém, que fica 10 km ao sul de Jerusalém. Poucos carros circularam pelas ruas da cidade palestina nesta quarta-feira.

Sem Natal por causa do ebola

O Natal é comemorado também sob clima de apreensão na França, com segurança reforçada, devido às ameaças terroristas. Em Cuba, onde a celebração de Natal foi proibida por muito tempo, há quem preveja uma atmosfera mais amena neste ano, em função do recente acordo com os Estados Unidos.

Já em Serra Leoa, por causa da epidemia de Ebola, não haverá qualquer festividade pública, e as famílias foram instruídas a festejar em casa. Na Nigéria, dois estados do nordeste do país – os mais afetados pelo terrorismo islâmico do grupo Boko Haram – impuseram severas restrições à circulação de veículos até a manhã do próximo domingo.
 

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