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Extremismo

Braço do grupo Estado Islâmico reivindica série de atentados que mataram 26 no Egito

Um check-point do exército em al-Arich, norte do Sinai.
Um check-point do exército em al-Arich, norte do Sinai. REUTERS/Stringer

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, encurtou sua visita a Addis Abeba, na Etiópia, onde acontece a cúpula da União Africana, após a série de ataques ocorridos nesta quinta-feira (29), no Sinai. O Ansar Beit al-Maqdess, principal grupo de insurgentes islâmicos do Sinai e braço do grupo Estado Islâmico no Egito, reivindicou os atentados que deixaram pelo menos 26 mortos, a maioria soldados. Outras 62 pessoas ficaram feridas.

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Com informações do correspondente da RFI no Cairo, Alexandre Buccianti.

Os atentados de quinta-feira foram, segundo especialistas, os mais sofisticados já cometidos na península egípcia, com uma organização e precisão quase militares. O principal ataque aconteceu em Al-Arich, na província Norte -Sinai, e deixou 25 mortos, a maioria militares.

Pelo Twitter, o grupo disse ter organizado ataques simultâneos nas cidades de Al-Arich, Cheik Zoeuid e Rafah. Segundo o exército egípcio, pelo menos 10 alvos militares e da polícia foram atacados com morteiros, foguetes e carros cheios de explosivos, em um raio de 50 quilômetros.

O que é o Ansar Beit al-Maqdess

Em outubro de 2014, o grupo Ansar decidiu se aliar ao grupo Estado Islâmico. Desde então, se autodenominam Estado do Sinai, um Estado autoproclamado e que supostamente faria parte do califado pretendido pelos terroristas do Curdistão – uma espécie de amálgama dos diferentes Estados do antigo Império Otomano. A maior parte de seus integrantes são beduínos do Sinai, contando com apoio de jihadistas palestinos de Gaza, além de chechenos que entraram no Egito ainda durante o governo Morsi.

Os Estados Unidos condenaram com veemência os ataques terroristas e reforçaram o apoio ao governo egípcio na luta contra o terrorismo. A ofensiva de grupos armados contra as forças de segurança se multiplicaram no país desde a destituição do presidente islâmico Mohamed Mursi, em julho de 2013. Cerca de 600 policiais e militares egípcios e 100 civis já foram mortos em atentados jihadistas deste então.

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