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Grupo Estado Islâmico

Autenticidade das obras destruídas pelo grupo Estado Islâmico é questionada

Extremistas destróem estátuas em Mossul.
Extremistas destróem estátuas em Mossul. REUTERS/Social media Web site via Reuters TV

As imagens da destruição de relíquias da era pré-islâmica no museu de Mossul, no norte do Iraque, pelo grupo Estado Islâmico, podem ter sido mais uma peça de propaganda do que uma tragédia para o patrimônio histórico. Nesta sexta-feira (27), especialistas debatem a autenticidade das obras mostradas nos vídeos e há quem diga que a cidade não abrigava nenhuma preciosidade.

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Segundo o professor Dara Sinjari, professor da Univerdade de Mossul ouvido pelo jornal Le Monde, as cenas da destruição de obras de arte são parte de um processo maior de limpeza cultural promovido pelo grupo Estado Islâmico. Desde o último dia 30 de janeiro os jihadistas estão confiscando livros em lojas e bibliotecas da cidade, em especial obras de filosofia e ciências, além de livros infantis, considerados subversivos.

O Le Monde também afirma que, ao contrário do que pode parecer no vídeo, os extremistas sabem diferenciar as obras de arte mais recentes, que ofenderiam sua ideologia, das relíquias mais antigas e valiosas. Segundo o jornal, as obras mais preciosas abrigadas em Mossul não teriam sido destruídas.

Manuscritos estão a salvo

Além disso, o arqueólogo Lamia Al-Gailan, da Escola de Estudos Orientais de Londres, afirmou ao Le Monde que o Museu de Mossul foi transformado em escritório da coleta de impostos e que nenhuma obra realmente importante é abrigada na cidade desde 1991.

O jornalista árabe Wassim Nasr, que trabalha para a televisão francesa France24, afirma que muitas das obras que aparecem no vídeo não passam de cópias de gesso, embora haja originais. Outra preciosidade, os manuscritos siríacos, deixaram Mossul há muitos anos e hoje estão em segurança, na cidade de Erbil.

É possivel, portanto, que o vídeo não passe de uma peça de propaganda para chocar o Ocidente, uma especialidade do grupo Estado Islâmico. Mas com a dificuldade de checar as informações no local, a certeza sobre o destino das obras deve demorar a chegar.

 

Imagens feitas pelo jornalsita Wassim Nasr: "Uma parte do que foi destruído são réplicas em gesso".

 

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