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Ciclone/Vanuatu

Após passagem de ciclone, Vanuatu decreta estado de emergência

Ciclone Pam, que devastou Vanuatu neste sábado (14), é considerado como umas das piores catástrofes naturais no oceano Pacífico.
Ciclone Pam, que devastou Vanuatu neste sábado (14), é considerado como umas das piores catástrofes naturais no oceano Pacífico. REUTERS/UNICEF Pacific

O governo de Vanuatu declarou estado de emergência neste domingo (15), após a passagem do ciclone Pam, que devastou o arquipélago ontem. Com a reabertura parcial do aeroporto na capital Port Vila, a ajuda humanitária começa a chegar na ilha depois de uma das piores catástrofes naturais no oceano Pacífico.

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O presidente de Vanuatu, Baldwin Lonsdale, descreveu o ciclone como "um monstro que devastou nosso país". O Escritório Nacional de Catástrofes confirmou a morte de seis pessoas, embora a ONU, em um relatório não-oficial, contabilize 44 mortos em todo o território, constituído por oitenta ilhas.

As autoridades tentam avaliar a amplitude da catástrofe e os estragos causados pelo ciclone. As agências humanitárias descrevem uma imensa destruição. As cidades foram completamente varridas pelos ventos de até 320km/h, muitas residências desabaram, árvores foram arrancadas do solo e as estradas estão bloqueadas pelos destroços.

De acordo com a ong Oxfam, cerca de 90% das casas de Port Vila sofreram graves danos. "Esta é uma das piores catástrofes do Pacífico. Comunidades inteiras foram devastadas. A necessidade de ajuda humanitária é urgente", ressaltou o diretor da ong em Vanuatu, Colin Collet van Rooyen.

"Durante a passagem do ciclone, os habitantes viveram trinta minutos de terror absoluto", disse uma representante do Unicef, Alice Clements. Ela relata que os moradores de Vanuatu continuam sem água, energia elétrica e muitos não tem o que comer. "A situação é desesperadora", declarou.

Outras ongs dizem que a situação também é calamitosa nos abrigos, que se encontram lotados. "Na maior parte dos albergues de emergência, mulheres e crianças se aglomeram como sardinhas. A questão da saúde e da segurança serão primordiais nas próximas semanas", diz um representante da ong Save the Children, Nichola Krey.

Chegada de ajuda humanitária

A Austrália, a Nova Zelândia e a França coordenam a chegada de ajuda humanitária ao arquipélago. Um avião militar australiano e um neozelandês conseguiram aterrissar no aeroporto hoje, levando alimentos e medicamentos. Um aparelho francês também deve chegar com material de primeiros socorros.

O Reino Unido prometeu uma ajuda de cerca de € 2,8 milhões. A União Europeia contribuirá com € 1 milhão. Nova Zelândia e Austrália devem enviar, respectivamente, € 700 mil e € 3,6 milhões de ajuda humanitária.

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