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Iêmen/Violência

Governo do Iêmen faz apelo para intervenção militar internacional

Militantes leais ao presidente iemenita, Abd Rabbo Mansour Hadi, lutam combatem os houthis na província de Lahej, no sudeste do país.
Militantes leais ao presidente iemenita, Abd Rabbo Mansour Hadi, lutam combatem os houthis na província de Lahej, no sudeste do país. REUTERS/Stringer

O ministro iemenita das Relações Exteriores, Ryad Yassine, fez um apelo nesta quarta-feira (25) por uma intervenção urgente dos países árabes no Iêmen contra o avanço da milícia xiita houthi. O presidente Abd Rabbo Mansour Hadi já havia feito um pedido similar, por meio de uma carta, ao Conselho de Segurança da ONU. O Iêmen está mergulhado no caos desde setembro do ano passado, quando a rebelião tomou a capital Sana e destituiu Hadi.

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"Nós vamos oficializar o pedido uma intervenção urgente durante a Cúpula da Liga Árabe", declarou Yassine. A edição deste ano do encontro se inicia no sábado, no Egito.

Nesta manhã, violentos combates foram registrados nos arredores de Aden, onde o presidente iemenita está desde que foi expulso pelos houthis da sede da presidência, em Sana. A milícia afirma que capturou o ministro iemenita da Defesa, Mahmoud el-Soubaihi, na cidade de Houta, no sul do país.

Autoridades declararam nesta manhã que Hadi havia deixado o país, o que foi desmentido algumas horas depois. Um próximo do presidente informou que ele continua em Aden, mas está escondido em um local seguro.

Violências em várias regiões

Depois de perpetrar um violento atentado contra duas mesquitas em Sana, que deixou mais de 140 mortos na semana passada, a milícia avança agora pelo sul do Iemên, apoiada pelo Irã. No último fim de semana, a rebelião tomou a cidade de Taiz, na região de Aden.

Combates entre a milícia e tribos que apoiam o presidente são registrados em diversas regiões do país. De acordo com a ong Anistia Internacional, a violência deixou 8 mortos e 119 feridos ontem.

No último domingo, a ONU disse temer que o Iêmen entre em uma guerra civil nas mesmas dimensões do conflito na região tomada pelo grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Luta contra o terrorismo

O Iêmen é aliado dos Estados Unidos e é frequentemente citado por Washington como um exemplo da luta contra o terrorimo. Mas o Pentágono decidiu retirar suas tropas do país depois dos atentados contra as mesquitas, uma medida considerada um revés para a política norte-americana na região.

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