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Nigéria/política

Eleições seguem na Nigéria apesar das ameaças do Boko Haram

O sistema biométrico de votação apresentou problemas em vários locais de votação na Nigéria.
O sistema biométrico de votação apresentou problemas em vários locais de votação na Nigéria. AFP PHOTO/Tom Saater

Cerca de 300 sessões eleitorais foram reabertas neste domingo (29), na Nigéria, para votação nas eleições presidenciais e parlamentares. O processo é marcado por muitos problemas técnicos e também pela ameaça de violência do grupo extremista Boko Haram. A participação é considerada alta diante e a disputa acirrada para eleger o novo presidente do país mais populoso da África.

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Segundo a Comissão eleitoral, a votação começou na manhã de domingo nos cerca de 300 locais de votação - de um total de 150 mil-, onde os títulos biométricos, usados pela primeira vez no país, não funcionaram no sábado (28).

No total, mais de 69 milhões de eleitores da Nigéria, país de 173 miilhões de habitantes, devem eleger um novo presidente, 109 senadores e 360 deputados.

As sessões eleitorais reabertas neste domingo vão tentar reutilizar o sistema biométrico. Diantes dos problemas, outros locais decidiram voltar ao sistema tradicional, feito com votos manuais.

Depois de enfrentar longas horas na fila de votação, muitos eleitores continuam nas sessões para acompanham a contagem dos votos, muitas vezes feita com a luz de telefones celulares ou lampiões. No país, diversas cidades convivem com cortes diários de energia elétrica.

Sem citar número, o porta-voz do governo, MIke Omeri, afirmou que a taxa de participação nas eleições "é recorde". Apesar dos problemas logísticos, ele disse que a mobilização dos eleitotes representa um "triunfo da democracia".

Apoio e críticas ao sistema

O Congresso Progressista (APC, na sigla em inglês) do ex-general Muhammadu Buhari, principal adversário do presidente Goodluck Jonathan, que tenta a reeleição, defendeu o novo sistema biométrico de votação. Para o partido opositor, ele ajuda a evitar fraudes eleitorais, frequentes na Nigéria.

O Partido Democrático Popular (PDP), do presidente Jonathan, rejeitou o sistema por considerar arriscado testá-lo em uma eleição tão importante.

Goodluck Jonathan votou no sábado em sua cidade natal, Utuoke, no sul do país, onde vive a maioria cristã da Nigéria. Acompanhado de seu tradicional chapéu preto, típico de sua região, ele votou manualmente, após diversas tentativas de fazr funcionar seu título de eleitor biométrico. O líder da oposição, Muhammadu Buhari, votou no sábado em seu reduto eleitoral de Daura, na região norte, de maioria muçulmana.

Os resultados parciais dessa eleição presidencial, considerada muito apertada, serão divulgados ainda neste domingo. Teoricamente, os resultados definitivos dever ser confirmados 48 horas depois do fechamento da última urna de votação.

A proibição de circular, em vigor no sábado, não foi prorrogada neste domingo. As forças de segurança estão em alerta em todo o país, que já registrou altos níveis de violência pós-eleitoral.Em 2011, mais de mil pessoas morreram em confrontos após a eleição.

Ameaças do Boko Haram

Além desses riscos, a Nigéria vive sob tensão devido a ameaças do Boko Haram. O grupo extremista prometeu impedir a votação, mas não teve sucesso nem em seu reduto, na região norte do país. O movimento radical é acusado de ser responsável por uma série de ataques contra candidatos e sessões eleitorais.

No sábado, homens armados mataram sete nigerianos em diferentes cidades do estado de Gombe, no nordeste do país. Além de executar um deputado no estado de Borno, o Boko Haram reivindicou a decapitação, na sexta-feira, de 23 pessoas. Não há informações que confirmam o vínculo do ataque às eleições.

 

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