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Quênia/Terrorismo

Três dias de luto nacional no Quênia após massacre em universidade

Mulher chora ao reconhecer filho morto por extremistas na Universidade de Garissa, no Quênia.
Mulher chora ao reconhecer filho morto por extremistas na Universidade de Garissa, no Quênia. REUTERS/Thomas Mukoya

Neste sábado (4), o presidente queniano Uhuru Kenyatta, afirmou que os islamitas radicais não farão do país um califado. Kenyatta decretou três dias de luto nacional depois do ataque na quinta-feira (2)de um comando islamita à Universidade de Garissa, que terminou com o trágico saldo de 148 mortos, estudantes na maioria.

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O presidente Uhuru Kenyatta garantiu que o governo fará o possível para apoiar as vítimas e suas famílias e que todos os responsáveis e cúmplices do ataque serão julgados.

O chefe de Estado denunciou a implantação de planejadores e financiadores do terrorismo no seio da sociedade do país, estimando que a radicalização cresce a cada dia: “É o que leva ao terrorismo e isso está ocorrendo abertamente, nas escolas que ensinam o Corão, nas casas e mesquitas através de imãs sem escrípulos”, declarou o presidente.

Califado

Uhuru Kenyatta também acentuou que o Quênia fará de tudo para preservar seu modo de vida e que os islamitas radicais não conseguirão fazer do país um califado.
“Mas o que é preocupante é que o grupo que organizou e financiou o ataque contra o campus da faculdade é formado por pessoas bem integradas na população”, desabafou Kenyatta.

Desfile macabro

Na tarde deste sábado, os corpos nus e ensanguentados dos quatro suspeitos terroristas foram exibidos pela polícia nas ruas de Garissa, diante de uma população revoltada.
Centenas de pessoas, inclusive crianças, foram às ruas acompanhar o desfile macabro, jogando pedras e gritando palavrões.

O chefe da polícia local, Benjamin Ong'ombe, explicou que expôs os mortos para tentar identifica-los, ver se alguém da população poderia reconhecê-los.

 

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