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Nepal/terremoto

Correspondente da RFI Brasil relata dificuldades para ajuda chegar às vítimas no Nepal

Habitantes recolhem o que podem do resto de suas casas, quatro dias após  o terremoto no Nepal.
Habitantes recolhem o que podem do resto de suas casas, quatro dias após o terremoto no Nepal. REUTERS/Athit Perawongmetha

Chegar a capital do Nepal hoje é um desafio, não só para parentes e amigos dos mais de 8 milhões de nepaleses atingidos pelo terremoto de magnitude 7.8 do último sábado, mas para a ajuda humanitária. O aeroporto de Katmandu está sendo usado como única porta internacional de entrada e saída de pessoas. É também através dele que tem chegado suprimentos e equipes de socorro.

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Luiza Duarte, correspondente da RFI na Ásia, especial de Katmandu

Esse tipo de carregamento, que normalmente passa por aeroportos militares, aqui no Nepal tem congestionado seu maior aeroporto civil. Homens uniformizados e caixas trazendo medicamentos, alimentos e água se misturam às malas e passageiros, que se acumulam com os cancelamentos e atrasos dos voos. Nesta quarta-feira (29), aeronaves militares dos EUA, Cingapura e China desembarcaram reforços para as operações de busca. Do lado de fora, filas para embarcar, enquanto aviões aguardam por horas para obter uma autorização de pouso.

Réplicas

Ao cruzar a cidade é possível ver centenas de tendas. Mesmo no quarto dia depois da catástrofe, os moradores com quem conversei preferem passar a noite do lado de fora, com medo das réplicas do terremoto. Foram mais de 30 desde o primeiro tremor, mas elas parecem ter parado desde ontem. A trégua ajuda a retomada de algumas atividades como a abertura de ruas e estradas e as reconstruções. Aqui na capital, os residentes estão mobilizados para ajudar quem mais precisa em postos de distribuição de mantimentos. Ainda assim, faltam voluntários. Segundo a ONU, 1,4 milhão de pessoas precisam de comida e abrigo.

O vale de Katmandu, região que engloba as duas maiores cidades do Nepal, é a zona mais povoada e também a mais atingida, neste país com 28 milhões de habitantes. Somente agora, as equipes de socorro começam a chegar aos vilarejos mais próximos do epicentro do terremoto a cerca de 80km da capital e mostram pouco a pouco a amplitude da catástrofe. Segundo o governo do Nepal, o número de mortos pode chegar a 10 mil pessoas.
 

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