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Imigração clandestina/Ásia

Malásia quer diálogo com Mianmar sobre crise de imigração clandestina no sudeste asiático

Clandestinos na costa tailandesa.
Clandestinos na costa tailandesa. REUTERS/Olivia Harris

O governo da Malásia fez um apelo neste domingo (17) por um diálogo com Mianmar, ex-Birmânia, a respeito da onda de embarcações clandestinas na região do sudeste asiático. Cerca de três mil integrantes da minoria muçulmana rohingya, de Miamar, e refugiados do Bangladesh foram resgatados nas costas da Indonésia, Malásia e Tailândia nos últimos dias.

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Os sobreviventes falam sobre pessoas morrendo no mar de inanição, doenças ou afogamento após naufrágios de embarcações improvisadas. Ativistas alertam que milhares de pessoas estão à deriva no mar desde que a Tailândia desmantelou rotas de tráfico humano indo da baía de Bengala em direção ao sudeste asiático. Muitos “passadores” fugiram, abandonando os barcos.

A Tailândia anunciou que vai receber um navio com pelo menos 450 imigrantes ilegais, em sua maioria rohingyas, que nos últimos dias navegou à deriva em águas do país e da Malásia. Embora Bangoc tenha reiterado que sua política é de não aceitar embarcações clandestinas, a marinha tailandesa assegurou que tem um plano de emergência para receber imigrantes em perigo.

Milhares à deriva

O barco, no qual viajam cerca de 150 homens, 200 mulheres e cem crianças em situação precária, foi rejeitado pelas autoridades malaias, dirigindo-se então para águas tailandesas. O paradeiro certo da embarcação não é conhecido.

Indonésia, Malásia e Tailândia foram alvo de críticas internacionais ao terem recusado o atracamento de embarcações superlotadas. Os três países acusam Mianmar, de maioria budista, de estimular o fluxo migratório por causa do tratamento reservado aos rohingya. Segundo a ONU, a minoria é uma das mais perseguidas do mundo.
 

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