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Iraque/EI

Exército iraquiano tenta conter grupo EI após tomada de Ramadi

Milhares de moradores de Ramadi tiveram que fugir da cidade após a ofensiva do grupo Estado Islâmico.
Milhares de moradores de Ramadi tiveram que fugir da cidade após a ofensiva do grupo Estado Islâmico. REUTERS/Stringer

O grupo Estado Islâmico controla desde domingo (17) a cidade de Ramadi, a apenas 100 km de Bagdá. As forças do regime iraquiano se organizam nesta segunda-feira (18), com a ajuda de milícias xiitas, para tentar recuperar a capital da província sunita de al-Anbar, uma das principais regiões do país. Cerca de 500 pessoas, entre elas vários civis, morreram durante os combates no fim de semana.

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Os jihadistas entraram em Ramadi em abril, mas a ofensiva se intensificou na semana passada, quando o grupo Estado Islâmico (EI) tomou o controle da parte central da cidade, onde estão instaladas as repartições da administração regional. No domingo, o porta-voz do governo da província, Mouhannad Haimour, confirmou que o centro de comando das operações militares de Ramadi estava nas mãos dos rebeldes. O EI já controla a maior parte a região de al-Anbar, que vai das fronteiras com a Síria, Jordânia e Arábia Saudita até as redondezas de Bagdá.

Diante da situação, o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, ordenou que os forças armadas e as milícias aliadas “se mantenham em suas posições para impedir que o EI controle outros setores do país”. Boa parte dos soldados iraquianos já deixaram a cidade.

A ofensiva que resultou na tomada de Ramadi começou na quinta-feira (14), com vários ataques suicida. Cerca de 500 pessoas, entre civis e combatentes, foram mortos apenas no fim de semana. Segundo a Organização Internacional das Migrações (OIT), pelo menos 8 mil moradores já fugiram da cidade.

Washington se mostra confiante

De Seul, onde se encontra em visita oficial, o secretário norte-americano de Estado, John Kerry, se mostrou otimista, apesar da tomada da capital da província de al-Anbar. “Eu tenho uma confiança absoluta de que, nos próximos dias, a situação vai se inverter”, disse o representante da diplomacia dos Estados Unidos.

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